Champions League

Imigrantes, trabalhadores, estudantes: Conheça a história de fundação dos 32 clubes da Champions 2018/19

Da Inglaterra, o futebol se espalhou pelo mundo. E a influência dos britânicos é marcante não apenas na introdução do esporte em outros países, mas também na criação dos clubes. Não é por menos que o mito fundador de muitos times se assemelha: são os trabalhadores das fábricas, onde a modalidade realmente se tornou popular; são os estudantes, que se motivaram com as novas ideias e com a prática das atividades atléticas; são os imigrantes, que tentavam se aclimatar a um novo país trazendo um pouco da cultura de seus antigos lares. Através deles, é possível reconstruir o passado da maioria dos participantes da fase de grupos da Champions League.

A fundação dos clubes diz um bocado sobre a história da Europa na virada do Século XIX para o XX. Traz aspectos políticos, econômicos e culturais, perceptíveis facilmente nas entrelinhas. Além de representar também outros caminhos do passado da sociedade europeia. Como, por exemplo, no estabelecimento dos times dentro da estrutura comunista que acabava de ser implantada no leste do continente, a partir de 1920. Na história do Estrela Vermelha, que ajuda a entender um pouco mais sobre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. No surgimento do AEK Atenas, ligado diretamente aos desdobramentos dos conflitos no continente. Ou nos próprios interesses políticos mais contemporâneos.

No mapa abaixo, recontamos brevemente as origens de cada um dos clubes da Liga dos Campeões 2018/19. Mais do que as informações escritas, também é possível conferir o estádio de cada um dos times, e as redondezas de onde estão localizados. Para conhecer um pouco mais sobre o caldeirão cultural que a Champions engloba. Alguns escudos estão sobrepostos, visualize melhor aproximando o zoom. Confira:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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