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POR QUE ACOMPANHAR

Alguns grupos da Champions League trazem o equilíbrio como marca, mas esse não é o caso do Grupo G. Juventus, a cabeça de chave, e o Barcelona são claramente favoritos para se classificar. Os outros dois times são do leste europeu, ambos com tradição mais local do que europeia, embora o Dynamo Kiev tenha uma boa no principal torneio europeu, muito mais na época da União Soviética e menos nos tempos de 1992 para cá.

Um d os grandes atrativos do grupo está mesmo no duelo Juventus x Barcelona, que envolve Cristiano Ronaldo x Lionel Messi. Os dois superastros, os maiores jogadores do futebol atual, se acostumaram a duelar no clássico Real Madrid x Barcelona, mas agora com Cristiano na Juventus, o duelo é internacional. O retorno do português ao Camp Nou com uma nova camisa deve ser interessante, assim como a visita do Barcelona a Turim, desta vez como adversário de Cristiano Ronaldo.

Outro ponto interessante será ver como o Ferencváros se comporta atuando na fase de grupos da Champions League, algo que o clube não conseguia desde a temporada 1995/96. O Dynamo de Kiev, por sua vez, é um clube que tem história mais na antiga Copa dos Campeões, mas deve fazer duelos interessantes com o Ferencváros, muito embora os húngaros sejam claramente o time mais fraco do grupo. Qualquer resultado que não seja derrota nos seis jogos será um bom resultado.

TÍTULOS

Juventus: 2 (1984/85, 1995/96)

Barcelona: 5 (1991/92, 2005/06, 2008/09, 2010/11, 2014/15)

RETROSPECTO RECENTE

Juventus

2019/20: oitavas de final (eliminado pelo Lyon)
2018/19:  quartas de final (eliminado pelo Ajax)
2017/18: quartas de final (eliminado pelo Real Madrid)
2016/17: final (eliminado pelo Real Madrid)
2015/16: oitavas de final (eliminada pelo Bayern de Munique)

Barcelona

2019/20: quartas de final (eliminado pelo Bayern de Munique)
2018/19: semifinais (eliminado pelo Liverpool)
2017/18: quartas de final (eliminado pela )
2016/17: quartas de final (eliminado pela Juventus)
2015/16: quartas de final (eliminado pelo de Madrid)

Dynamo Kiev

2019/20: não participou
2018/19: não participou
2017/18: não participou
2016/17: fase de grupos
2015/16: oitavas de final (eliminado pelo Manchester City)

Ferencváros

2019/20: não participou
2018/19 não participou
2017/18: não participou
2016/17: não participou
2015/16: não participou

AMBIÇÃO

Koeman, técnico do Barcelona (Foto: Getty Images)

Juventus

A Juventus entra com a missão de levantar a taça, algo que não acontece desde 1996. Com o domínio nacional consolidado, conseguir enfim conquistar o título seria o objetivo máximo, mesmo que não conquiste o título nacional. O clube investiu para isso, especialmente com Cristiano Ronaldo, e sabe que o seu tempo está se esgotando. Por isso, chegar na semifinal é o mínimo para a Velha Senhora. Tudo isso já vale ao menos desde 2018. Cedo ou tarde não terá mais Cristiano Ronaldo para isso.

Barcelona

Este pode ser o último ano de Lionel Messi na Catalunha e, portanto, a última chance de levantar uma Champions League com o argentino. Claro, isso ainda pode mudar, mas a ambição dos blaugranas é a taça. Menos do que isso não será um fracasso, porque o time não parece bom o bastante para brigar pelo maior título, mas será frustrante, porque esse é o único objetivo possível sendo um dos três times de maior orçamento do mundo. Conquistar uma Champions League, de preferência com a saída para sempre de Josep Maria Bartomeu, podem ser a lua de mel necessária para uma renovação com Messi.

Dynamo Kiev

Em um grupo que tem dois favoritos tão claros e um time tão fraco como é o Ferencváros, a ideia é se garantir com tranquilidade na . Chegar às oitavas de final seria um milagre e ser o último colocado da chave seria terrível. Então, se estiverem na Liga Europa sem muitos sustos, os ucranianos estarão bastante satisfeitos.

Ferencváros

Qualquer coisa que não sejam seis derrotas é lucro para o Ferencváros. O time húngaro conseguiu um feito ao retornar à fase de grupos, o que é, por si só, já motivo de comemoração. Por isso, uma vitória, qualquer que seja, contra quem quer que seja, já será um momento para o time guardar com carinho. Até a vaga na Liga Europa parece difícil, porque o Dynamo Kiev é melhor. Seja como for, o Ferencváros tem algo que é sempre uma arma: não tem nada mais a perder depois de ter chegado até aqui.

PONTO FORTE

Andrea Pirlo, da Juventus (MIGUEL MEDINA/AFP via Getty Images/Onefootball)

Juventus

O que a Juventus tem de mais confiável no time, mesmo com as oscilações que estamos vendo, é a defesa. Na temporada passada, foi só a terceira melhor defesa na Itália (atrás de Inter e Lazio), mas o elenco segue com alguns nomes de muito peso: o capitão Giorgio Chiellini, Leonardo Bonucci e Matthijs de Ligt. Juan Cuadrado se firmou como lateral direito, vencendo a concorrência com Danilo, e com Alex Sandro do outro lado. Não funcionou tão bem com Maurizio Sarri, mas espera-se que Andrea Pirlo faça melhor do que isso.

Barcelona

Há pouco a se destacar em termos de desempenho coletivo do Barcelona, seja na temporada passada, seja nestes poucos jogos nesta temporada. Só que o time tem no setor ofensivo o melhor do mundo, Lionel Messi, além da sensação da seleção espanhola e que já pedia passagem: Ansu Fati, atacante de 17 anos. Em termos de nomes, o setor ainda tem Antoine Griezmann, sem dúvida um jogador de qualidade, ainda que não tenha encaixado no clube até aqui.

Dynamo Kiev

O setor ofensivo é o que o time tem de melhor. Jogadores como Carlos de Pena e Gerson Rodrigues são destaques de um time que tem o técnico Mircea Lucescu como treinador. O romeno, ex-Shakhtar, é conhecido por ter montado times ofensivos no outro clube badalado na Ucrânia.

Ferencváros

O time não tem qualquer vergonha de se defender, abrir mão da posse de bola e tentar transições velozes ao campo de ataque. Como é o time mais fraco do grupo, deverá jogar assim em todas as partidas e sua maior qualidade está nessa transição rápida da defesa para o ataque, os famosos contra-ataques. É o que o time tentará fazer

O CRAQUE

Carlos de Pena, do Dínamo Kiev (Foto: KURT DESPLENTER/BELGA MAG/AFP via Getty Images/One Football)

Juventus: Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo foi mais uma vez um nome de destaque da Juventus na última conquista do nono scudetto consecutivo. Ele foi o vice-artilheiro com 31 gols, atrás apenas de Ciro Immobile. É um jogador que mantém o alto nível com regularidade, faz gols e aparece em momentos decisivos. Aos 35 anos, segue sendo um craque de nível mundial, capaz de levar o time à frente.

Barcelona: Lionel Messi

Lionel Messi é provavelmente o melhor jogador do mundo, então é obviamente o craque também do Barcelona. O time da temporada passada dependia do seu camisa 10 para fazer com que tudo funcionasse. Nesta temporada, não deve ser muito diferente, embora ele mesmo espere que haja um time melhor ao seu redor, mais bem treinado. Mesmo com todos os problemas da temporada passada, Messi fez 31 gols em 44 jogos, além de impressionantes 26 assistências. Ou seja: o pode continuar contanto com seu craque.

Dynamo Kiev: Carlos de Pena

Carlos de Pena é destaque da linha ofensiva do time. Atuando como ponta pela esquerda, o uruguaio fez nove gols na última temporada, na atual já começou ainda melhor. São oito jogos, em todas as competições, com quatro gols e duas assistências. Dois desses gols foram nas fases preliminares da Champions League, o que garantiu o time na fase de grupos. Formado pelo Nacional, De Pena tem 28 anos e já passou pelo Middlesbrough e pelo Oviedo, além de já ter voltado ao Nacional. Está no Dynamo Kiev desde abril de 2019. É um jogador para se ficar de olho nos jogos da equipe.

Ferencváros: Franck Boli

O marfinense Franck Boli, de 26 anos, é o destaque do time húngaro. O centroavante do time tem três gols em oito jogos na atual temporada. Em 2019/20, o jogador fez 12 gols em 37 jogos e fez também três assistências. Na Champions League, os gols do Ferencváros não devem ser tão frequentes assim, mas o maior candidato a marcá-los é mesmo o marfinense Boli.

MISTER CHAMPIONS

Buffon, da Juventus (Foto: Getty Images)

Juventus: Gianluigi Buffon

Gianluigi Buffon é atualmente reserva de Wojciech Szczesny e, aos 42 anos, é o jogador mais velho do elenco. É o quarto jogador com mais partidas na competição, com 123, atrás apenas do seu companheiro de equipe Cristiano Ronaldo (170), Lionel Messi (143) e Sergio Ramos (124). É um jogador de muito prestígio, embora jogue pouco nesta fase da carreira. Tem mais uma chance de conquistar um dos poucos títulos que não tem na carreira, justamente uma Champions League – já foi vice-campeão três vezes, em 2003, 2015 e 2017.

Barcelona: Gerard Piqué

Gerard Piqué foi um dos especulados a deixar o clube depois da goleada sofrida diante do Bayern de Munique. Ele ficou e, aos 33 anos, é um dos jogadores com mais partidas na Champions League: 116, o sexto no dos jogadores ativos. Fica atrás de Lionel Messi, que tem 143. Em um time que precisa ser refeito, o zagueiro parece contar com a do técnico Koeman para o momento.

Dynamo Kiev: Mircea Lucescu

Mircea Lucescu é o nome da experiência no Dynamo. Sim, porque no elenco não há jogadores que tenham tanta experiência assim com jogos de fase de grupos da Champions, mas o treinador é uma figurinha conhecida nas noites europeias. Suas partidas pelo Shakhtar, com boas campanhas, entraram para a história. Por isso, é no romeno de 75 anos que estão as esperanças de um bom desempenho do time.

Ferencváros: Sergiy Rebrov

Com 25 anos de ausência na Champions League, são poucos os jogadores com alguma experiência de ter jogado a competição. O nome com mais história na competição estará no banco de reservas: o ucraniano Sergiy Rebrov, craque do Dynamo Kiev que encantou a Europa no fim dos anos 1990 fazendo uma parceria com Andriy Shevchenko – atualmente técnico da seleção ucraniana. Rebrov esteve no time que fez a melhor campanha da história do clube na era Champions League ao chegar à semifinal na temporada 1998/99. Só foi derrotado pelo Bayern de Munique, que decidiria o título contra o Manchester United (e perderia). Antes, porém, eliminou o Real Madrid, então atual campeão do torneio.

A CONTRATAÇÃO

Oleksandr Zubkov, do Ferencváros (esquerda) (Foto: Laszlo Szirtesi/Getty Images/One Football)

Juventus: Federico Chiesa

Federico Chiesa foi especulado em muitos clubes e é destaque há muitos anos na Fiorentina. Finalmente ele deixou Florença e foi logo para a Juventus, algo eu os torcedores da Viola não poderiam odiar mais. Seja como for, aos 22 anos, o jogador é considerado um dos grandes talentos italianos e há muita expectativa sobre o que ele pode fazer. A pergunta é: Chiesa conseguirá se firmar como titular ou será mais um Bernardeschi, que talvez veio da Fiorentina e segue, até hoje, como apenas um jogador de elenco?

Barcelona: Miralen Pjanic

Miralem Pjanic chegou da Juventus para o lugar de Arthur (que fez o caminho contrário) custando caro, €60 milhões, e, aos 30 anos, tem tudo para melhorar a qualidade deste setor. Em tese, será titular ao lado de Sergio Busquets e Frenkie De Jong como trio titular. Com ótima bola parada, além d e um bom passe, pode contribuir muito para o time melhorar e voltar a ter nesse setor um destaque do time, como já foi há muito tempo.

Dynamo Kiev: Gerson Rodrigues

Gerson Rodrigues voltou de empréstimo do Ankaragücü e se tornou um reforço importante do time em um momento que as contratações quase não aconteceram por causa da pandemia. Atuando como um ponta pelo lado direito, compõe o setor ofensivo junto com Carlos de Pena e para também servir o centroavante Vladyslav Supryaga, jovem de 20 anos que também retornou de empréstimo na temporada para tentar ganhar o seu espaço.

Ferencváros: Oleksandr Zubkov

Oleksandr Zubkov, de 24 anos, é ucraniano, atua na ponta direita, e veio do Shakhtar Donetsk. Foi contratado por apenas €1 milhão, o que é pouco e um torneio de tantos milhões de euros. Canhoto, ele gosta de atuar pelo lado direito, e já marcou um gol na temporada, em um jogo da Copa da Hungria.

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