Champions League

Guardiola: “Neymar torna o futebol melhor, e é legal ver sua plasticidade e personalidade, não só a efetividade”

À véspera do confronto contra o PSG pela Champions League, técnico do City se derreteu pelo brasileiro

Ainda que confiante em sua equipe, sua ideia de jogo e no que seus comandados são capazes de fazer, Pep Guardiola está ciente dos riscos que o Manchester City deverá enfrentar nesta quarta-feira (28), quando encontra o PSG pelo jogo de ida das semifinais da Champions League. Mais especificamente, dois jogadores fazem o treinador brincar sobre ter problemas para dormir tranquilo: Kylian Mbappé e Neymar. O brasileiro, em especial, é bastante admirado pelo técnico, que estimou que o Barcelona teria vencido “duas ou três vezes mais” se o camisa 10 parisiense tivesse permanecido na Catalunha.

Falando à imprensa nesta terça-feira (27), em entrevista coletiva prévia ao duelo com o PSG, Guardiola afirmou que Neymar faz bem ao futebol e recordou seu primeiro encontro com o brasileiro, no Mundial de Clubes da Fifa de 2011, quando comandava o Barcelona.

“Lembro-me da partida contra o Santos. Mostrei vídeos dele para os jogadores e disse: ‘Este é o rei do Santos’. E todos eles ficaram boquiabertos: ‘Que jogador’. É um prazer vê-lo jogar”, exaltou.

O técnico deixou o clube em 2012, antes da transferência de Neymar para a equipe catalã, e, portanto, não teve tempo de trabalhar com o atacante. Ainda assim, acompanhou com admiração o trio que formou com Luis Suárez e Lionel Messi entre 2013 e 2017 e estimou que, tivesse o brasileiro permanecido na Catalunha, a lista de troféus europeus do Barça seria maior.

“Como espectador, eu curto muito sempre que o vejo em campo. É legal ver a plasticidade do seu estilo, não só a efetividade, também a personalidade. Ele tem sobre os ombros o Brasil, não é fácil vestir a camisa 10 da seleção brasileira. E eu tenho certeza que, se ele tivesse permanecido em Barcelona, o Barça teria ganhado duas ou três Champions Leagues a mais. Lembro de enfrentar aquele Barcelona de Neymar, Messi e Suárez, era o melhor e mais imparável trio ofensivo que tinha visto até então na minha vida. Mas ele decidiu ir para o PSG, e eu diria que não é uma má decisão. Parece ser uma cidade legal, um clube legal. Nunca estive lá, mas tenho essa impressão vendo de fora. E desejo que ele possa ter estabilidade, sem novas lesões, que possa jogar com regularidade, algo que nem sempre teve nesses últimos anos, por várias razões. De qualquer forma, sou um grande admirador (do seu futebol). Ele torna o futebol melhor. É um prazer enfrentá-lo, enfrentar o PSG, e faremos tudo para derrotá-los.”

Outro a receber o carinho de Guardiola foi Mbappé, para quem o treinador vê um grande futuro pela frente: “O Mbappé terá o futebol a seus pés nos próximos anos. Ele marca muitos gols, como o Haaland. É um jogador excepcional e parece ser um cara simpático. É como o Neymar, torna o futebol melhor”.

Diante de talentos como esses, Guardiola brinca, mas falando sério, que tentar adotar uma estratégia defensiva não é a solução. “De nada serve colocar em prática uma estratégia defensiva contra eles, eles são bons demais. Vou tentar dormir bem nesta noite”, sorriu.

Por isso, o treinador do City reforçou que sua equipe se manterá fiel à sua identidade, tentando controlar a posse de bola e empurrando os parisienses, mesmo diante da inevitabilidade dos contra-ataques do time de Mauricio Pochettino – dos quais o Bayern de Munique foi recentemente testemunha.

“Eles são incríveis, são jogadores de muita qualidade, mas vamos tentar pará-los defendendo bem, juntos, em equipe, e tentar marcar. Precisaremos de ajustes táticos, mas não faria sentido mudar nossa identidade de jogo nesta partida. Devemos ter a posse de bola, é a única solução. Depois, vamos conceder contra-ataques, vamos conceder ocasiões, é inevitável”, avaliou.

“Eles têm muitos jogadores incríveis: Neymar, Mbappé, Di María, Verratti, Paredes, Marquinhos… e um goleiro muito bom (Keylor Navas). Estão acostumados a enfrentar equipes recuadas na Ligue 1, então sabem encontrar soluções nestas situações. E se você joga ofensivamente contra eles, como fez o Bayern nas quartas de final, você se expõe a contra-ataques. Então, não existe solução fácil contra eles”, completou.

Mesmo que conte com grandes talentos ofensivos e já tenha demonstrado sua capacidade de machucar os adversários nos contragolpes, o PSG deverá ter no Manchester City um oponente mais indigesto. Ao lado do Chelsea, os Sky Blues têm a melhor defesa da atual edição da Champions League, com apenas três gols sofridos em dez partidas disputadas.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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