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Guardiola não minimiza importância do momento para o City, mas diz que seu legado “já é excepcional”

O técnico catalão mais uma vez tentou andar na linha entre valorizar o jogo mais importante da temporada sem transformá-lo em uma obsessão

Pep Guardiola não quis minimizar a importância da partida desta quarta-feira para a história do Manchester City que, pela segunda vez em sua história, pode chegar à decisão da Champions League. Basta vencer o Real Madrid no Etihad Stadium, após o empate por 1 a 1 no Santiago Bernabéu. Mas, independente do que aconteça, o técnico catalão afirmou que o seu legado já é bem relevante no clube que ainda está na briga pelas três principais competições da temporada.

Guardiola está a uma vitória de conquistar a Premier League pela quinta vez em seis temporadas e o primeiro tricampeonato desde o Manchester United de Alex Ferguson. Encarará os Red Devils na final da Copa da Inglaterra e, se passar pelo Real Madrid, terá a chance de conquistar a primeira Champions League do Manchester City em Istambul contra Milan ou Internazionale em meados de junho.

“Meu legado já é excepcional”, disse, na entrevista coletiva pré-jogo. “Estive aqui muitas vezes, não somos estúpidos, sabemos quão importante é. Talvez o mais importante desde que chegamos aqui. Eu digo aos jogadores: aproveitem o momento. Quanta sorte temos. Está em nossas mãos, depende de nós. Não temos que fazer nada excepcional. Temos que ser nós mesmos, dar tudo. Tenho um sentimento incrível sobre este time. Aconteça o que acontecer, obrigado por nos trazer aqui novamente”.

“Meu legado é uma grande geração de jogadores aqui. Marcamos muitos gols, vencemos várias coisas. Talvez pudéssemos ter um livro sobre meu legado (mais um?), mas eu não serei julgado pela Champions League. Tivemos grandes momentos, jogamos um grande futebol. É o melhor legado que você pode ter”, acrescentou, antes de mais uma vez dizer que não é tudo sobre a Champions League, embora claramente seja o principal objetivo desde a sua chegada em 2016.

“Quando cheguei aqui, não disseram para vencer a Champions Legue. Disseram para fazer o melhor possível. Vencemos todos os títulos, menos esse. Nós o queremos. É isso que queremos, as pessoas dizem que estamos próximos. Eu acho que estamos distantes. Ninguém pode garantir que no futuro estaremos aqui (novamente). Quando estivermos lá, vamos nessa, vamos tentar, vamos nos unir nos momentos ruins, sofrer. Nós jogamos pelas nossas pessoas”, afirmou.

Depois de uma apresentação ofensiva abaixo da média no Santiago Bernabéu, Guardiola disse que tem algumas ideias para aumentar a fluidez do seu ataque, mas, calejado pelas críticas às eliminações anteriores, fez questão de deixar bem claro que não vai tentar reinventar a roda.

“Não vou pensar demais, pessoal, não se preocupem. Nada diferente do passado, apenas para ser mais fluído e jogar um pouco melhor. Não quero sorte, que o time que mereça vencer espero que vença. Não importa qual seja. Espero que seja nós. Os jogadores têm que ter uma atuação incrível para vencer o Real Madrid. Eu tenho uma ideia para ser mais diferente, mais fluído no ataque. Acontecerá normalmente em casa. Nós nos sentimos livres. É um sentimento que temos. Vamos ser nós mesmos. De resto, eu joguei 10 semifinais de Champions League, eu perdi sete. Eu conheço o sentimento. Há muitas coisas que você não pode controlar”, encerrou.

O Manchester City tem um retrospecto impressionante como mandante nesta temporada. Em todas as competições, tropeçou apenas duas vezes: derrota para o Brentford, em novembro, e empate com o Everton, em 31 de dezembro. Ganhou todos os outros jogos.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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