Champions League

Grupo E: Barcelona trava duelos interessantes contra a Roma, com o Leverkusen à espreita

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O cenário esperado

Não apenas se espera que o Barcelona termine a fase de grupos com a primeira colocação como qualquer outro cenário seria uma tremenda surpresa. O atual campeão tem autoridade, experiência e o melhor trio de ataque do mundo. O Bayer Leverkusen ocupou o segundo pote do sorteio, e a Roma, o terceiro, mas a realidade é invertida. Os alemães estão têm se habituado a chegar às oitavas de final, mas a vice-campeã italiana tem mais armas à disposição e aparece bem até mesmo para encerrar o jejum de títulos do Campeonato Italiano. O Bate Borisov pode ser dar por satisfeito se não perder as seis partidas.

O cenário possível

Nas últimas três vezes que o Bayer Leverkusen disputou a Champions League, o time chegou às oitavas de final. Deu trabalho apenas ao Atlético de Madrid, ano passado. Nas outras oportunidades, foi massacrado por Paris Saint-Germain e Barcelona. Mesmo assim, sabe o que fazer na fase de grupos, até porque o time dessas campanhas não difere muito do atual. A chave está nos confrontos com a Roma que, por melhor time que tenha, adora sofrer aqueles famosos apagões de seis minutos.

Jogador-chave

Lionel Messi

O craque do Barcelona mostrou toda a sua importância no final de semana. Entrou na meia hora final da partida contra o Atlético de Madrid e marcou o gol da vitória. Luis Enrique tem craques em várias posições, especialmente no ataque, mas o grande diferencial do tridente sul-americano está na Argentina. Messi enfileira marcadores e gols com a habilidade e o método que um operário de linha de montagem adquire com o decorrer dos anos. Mas nem sempre faz o que se espera dele. Às vezes, quando parece óbvio que continuará em frente, corta para a direita e deixa todo mundo surpreso. Boateng que o diga.

Fique de olho

Hakan Çalhanoglu

Pronunciar Çalhanoglu é fácil. Difícil mesmo é cobrar faltas com a mesma precisão e potência que o turco, um dos maiores especialistas nesse tipo de lance do futebol mundial. É uma das principais armas do Bayer Leverkusen. Convém evitar as faltas na entrada da área porque o atacante de 21 anos costuma não perdoar esse tipo de vacilo.

A contratação

Javier Hernández

Chicharito não pode reclamar de falta de oportunidade. Teve muitos minutos para mostrar seu futebol nas duas primeiras temporadas pelo Manchester United. Seu tempo em campo foi cortado quase pela metade nas duas seguintes e o empréstimo para o Real Madrid pareceu um pouco estranho. Na Espanha, foi novamente um reserva que não causa tanto impacto assim. O que soou muito mais natural foi a transferência para o Bayer Leverkusen. Seu senso de oportunismo e bom posicionamento dentro da área casam melhor com as aspirações do vice-campeão alemão. Ele pode incomodar.

O brasileiro

Neymar

Foram 10 gols na última Champions League: três nas quartas de final contra o Paris Saint-Germain, mais três nas semifinais diante do Bayern de Munique e um na decisão contra a Juventus para coroar o excepcional torneio de Neymar. Com os quatro da sua primeira participação, tem 15 em dois anos, uma marca que muitos grandes jogadores demoraram uma carreira inteira para alcançar. Tem tudo para acrescentar mais alguns a sua coleção.

Na história

Trivia: qual foi o último time a disputar a final da Champions League no seu estádio? A resposta é o Bayern de Munique, em 2012. Mas, antes dele, seria a Roma, em 1984. Os italianos passaram por cima do sueco Göteborg, do búlgaro CSKA Sofia e do alemão Dynamo Berlim marcando dez gols e sofrendo apenas quatro nessas partidas. Toninho Cerezo e Bruno Conti abrilhantavam o elenco do time da capital, mas o destaque era Falcão, que foi brilhante até chegar às semifinais contra o Dundee United. Uma lesão no joelho o impediu de enfrentar os escoceses no jogo de ida, mas ele participou da vitória por 3 a 0 na volta que colocou a Roma na decisão contra o Liverpool. Os problemas físicos impediram-no de jogar o seu melhor no Olímpico e a partida foi para os pênaltis. Conti e Francesco Graziani desperdiçaram suas cobranças, e a Roma foi obrigado a assistir aos ingleses abrirem a geladeira e colocarem os pés em cima da mesa da sua própria casa.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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