Champions League

Grupo D: Juventus e Manchester City são favoritos, mas Sevilla quer complicar

Juventus, Manchester City, Sevilla, Borussia Mönchengladbach

O cenário esperado

A Juventus, atual campeã italiana e vice-campeã europeia é a cabeça de chave do grupo e, por isso, poderia ser considerada favorita. Poderia, porque o time começou a temporada de forma cambaleante na Serie A e a saída de três jogadores-chave do elenco – Pirlo, Vidal e Tevez – obrigou o time a uma reconstrução. Ainda é um time muito forte e larga como favorito a classificar, mas junto com o outro time pesado da chave: o Manchester City.

Os ingleses sofrem na Champions League e isso precisa ser levado em consideração, mas um time que faz duas das três contratações mais caras da janela de transferências no mínimo precisa ser levado em conta. Kevin De Bruyne e Raheem Sterling chegaram por pequenas fortunas e devem fazer com que o Manchester City também avance.

O cenário esperado, então, é que tanto Juventus quanto Manchester City avancem, com os ingleses com um pouco mais de favoritismo para ficar com o primeiro lugar. Também porque o Manchester City aprendeu, na prática, que não ficar em primeiro no grupo às vezes é uma sentença de morte na competição. Nos dois últimos anos, o time avançou às oitavas de final nesta posição. Nas duas, pegou o Barcelona e foi varrido. É esperado que o time tenha aprendido a lição.

O cenário possível
Gameiro assumiu a camisa 9 no Sevilla e tenta superar a concorrência de Llorente e Immobile, dois reforços (AP Photo/Ivan Sekretarev)
Gameiro assumiu a camisa 9 no Sevilla e tenta superar a concorrência de Llorente e Immobile, dois reforços (AP Photo/Ivan Sekretarev)

Falamos de Manchester City e Juventus porque são os dois times mais fortes, mas é preciso levar em conta outra equipe desta chave: o Sevilla. O atual bicampeão da Liga Europa larga um pouco atrás de italianos e ingleses, é verdade, mas estão longe de serem cartas fora do baralho.

O Sevilla terá o Borussia Mönchengladbach em casa na primeira rodada, um jogo para mostrar a que veio. Se vencer, passa à segunda parte do desafio: jogar contra Manchester City e Juventus fora de casa. Se conseguir bons resultados (um empate ao menos em um dos dois jogos), passa a sonhar. Receberá os dois favoritos no seu território e, se arrancar uma vitória de um deles, a conta começa a ficar no azul.

O mesmo poderia valer para o Mönchengladbach, mas o time alemão não parece ter a mesma força dos espanhóis. O início na Bundesliga é bem desanimador: quatro jogos e quatro derrotas. Se a toada continuar assim, é bem mais provável que o Gladbach se preocupe em sair da parte de baixo da tabela do que em brigar contra times que são claramente mais fortes na Champions League. Se há alguém que pode surpreender neste grupo, este alguém parece ser o Sevilla.

Jogador-chave

Paul Pogba

Pogba é o novo camisa 10 da Juventus (Foto: divulgação)
Pogba é o novo camisa 10 da Juventus (Foto: divulgação)

O meio-campista assumiu a camisa 10 que era de Tevez e, mais do que um número, passou a ter uma imensa responsabilidade. Sem Vidal e Pirlo, o meio-campo passa a se apoiar nas boas atuações de Pogba como o seu principal protagonista. Marchisio ainda está na Juve e deve ser importante, mas o talento para decidir jogos é mesmo do francês. Em uma Juventus em reconstrução, com tantas caras novas e tentando se reencontrar, o futebol de altíssimo nível de Pogba é capaz de fazer a diferença. Na temporada passada, foram 10 gols e 11 assistências. Mais do que gols ou assistências, Pogba é quem cria as jogadas e faz a transição entre a forte defesa bianconera e o novo ataque, agora com Mandzukic ao lado de Morata.

Fique de olho

Vitolo

O meia do Sevilla, de 25 anos, tem ganhado destaque e já foi convocado para a seleção espanhola. Gosta de jogar pelo lado esquerdo, mas atua também pela direita no meio-campo, seja fazendo uma linha mais ofensiva, seja para compor uma linha mais recuada de meio, mas sempre aberto pelos lados do campo. Usa muito o drible como recurso e recebe muitas faltas. Se ele conseguir ter um bom desempenho, pode fazer com que o Sevilla se torne um adversário mais duro aos favoritos Juventus e Manchester City.

O brasileiro

Raffael

Raffael tenta repetir o sucesso pelo Borussia M6onchengladbach da Bundesliga agora na Champions (AP Photo/Frank Augstein)
Raffael tenta repetir o sucesso pelo Borussia M6onchengladbach da Bundesliga agora na Champions (AP Photo/Frank Augstein)

O atacante do Borussia Mönchengladbach é um dos principais destaques do time alemão. Aos 30 anos, o atacante é perigoso nas finalizações se tiver espaço. Seu histórico na Bundesliga é excelente, mas agora o desafio será levar o bom desempenho à Champions League em um momento que o time tem patinado mesmo no início do torneio nacional. Na temporada passada, Raffael ajudou o time a conquistar o terceiro lugar na Bundesliga com 14 gols e seis assistências. Já são

A contratação

Kevin de Bruyne

Kevin de Bruyne foi a contratação mais cara da janela de transferências, € 65 milhões (AP Photo/Tim Ireland)
Kevin de Bruyne foi a contratação mais cara da janela de transferências, € 65 milhões (AP Photo/Tim Ireland)

Foi a contratação mais cara do mercado e não por acaso. De Bruyne foi o grande destaque do vice-campeão alemão, Wolfsburg. O belga, de 24 anos, chegou por incríveis € 65 milhões. Isso significa que a etiqueta de preço pode ser um peso nas costas do meia. Na temporada 2014/15, o jogador mostrou a sua capacidade: em 51 jogos, foram 16 gols e 28 assistências. Foi o melhor jogador do Campeonato Alemão, o que é sempre muito difícil em um campeonato absolutamente dominado pelo Bayern de Munique nos últimos anos. A expectativa é alta e se o jogador se encaixar, pode formar uma linha ofensiva mortal ao lado de David Silva e Sergio Kun Agüero.

Na história
Vogts, do Borussia Mönchengladbach, dá um carrinho em Keegan, do Liverpool, na final da Champions de 1976/77
Vogts, do Borussia Mönchengladbach, dá um carrinho em Keegan, do Liverpool, na final da Champions de 1976/77

O Borussia Monchengladbach já sofreu na mão de um time inglês. Na sua melhor campanha na história, na temporada 1976/77, o então campeão alemão foi até a final da Copa dos Campeões. Na decisão, no estádio Olímpico de Roma, enfrentou o Liverpool de Kevin Keegan e acabou derrotado por 3 a 1. Nunca mais os alemães voltaram ao mata-mata. Ficou anos afastado da competição e, quando voltou, em 2012/13, caiu ainda na fase preliminar, nos playoffs. Desta vez, a diferença entre o time alemão e o inglês é ainda maior. E a chance do Gladbach voltar aos seus dias de glória também parecem distantes.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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