Champions League

Grupo C: Atlético de Madrid tem de provar que continua com a força das últimas temporadas

Benfica, Atlético de Madrid, Galatasaray, Astana

O cenário esperado

Nos últimos anos, o Atlético de Madrid se estabeleceu como uma força razoável no cenário europeu, chegando a uma final de Champions League, a dois títulos de Liga Europa e encarando gente grande de frente. Em um grupo como esse, com adversários de porte médio, a tendência é que fique com a primeira posição. O Galatasaray, bastante reforçado para esta temporada e com uma torcida muito barulhenta a seu lado, tem boas condições de ficar com a segunda posição depois de uma briga boa com o Benfica.

O cenário possível

O Benfica tem mais experiência internacional que o Galatasaray. Ainda que o time português esteja cultivando uma tradição de cair prematuramente na Champions para fazer uma boa Liga Europa, é possível imaginar os encarnados superando os turcos.

Jogador-chave

Koke

Com a venda de Arda Turan para o Barcelona, Koke se torna o jogador que melhor reúne técnica e liderança no meio-campo do Atlético de Madrid. O meia precisará assumir a responsabilidade e chamar o jogo nos momentos difíceis, além de dar um toque de categoria ao time. Outra tarefa é ajudar o jovem Óliver Torres a se encaixar na equipe, se tornando um jogador importante como sempre se esperou dele.

Fique de olho

O Astana não parece ter condições técnicas de ser relevante, mas pode conquistar alguma coisa pelo ambiente da cidade. Astana é a segunda capital mais fria do mundo (só Ulaanbaatar, na Mongólia, é mais fria), e os termômetros podem chegar a mais de 30 graus negativos ainda no outono.  Além disso, Astana é a cidade mais oriental a ter um representante na Copa dos Campeões/Champions League, representando uma viagem muito maior que o normal para seus adversários (sobretudo Benfica e Atlético de Madrid, que ficam na ponta ocidental da Europa). A aclimatação pode ser difícil e dar mais fôlego ao time cazaque em seus domínios.

O brasileiro

Jonas

Filipe Luís (Atlético) é o único brasileiro da chave que tem boas possibilidades na Seleção, e Podolski (Galatasaray) é o brasileiro honorário de plantão, sempre passível de fazer alguma galhofa no Instagram para agradar a sede da última Copa do Mundo, mas nenhum deles tem a importância a sua equipe como Jonas. Depois de uma boa passagem pelo Valencia, o jogador formado no Guarani rapidamente ganhou espaço no Benfica, pois sabe se colocar como centroavante e preparar a jogada como um segundo atacante.

A contratação

Jackson Martínez

O Atlético de Madrid de Diego Simeone está longe de ser o time mais artístico da Europa. É uma equipe técnica, sem dúvida, mas tem um jogo mais pesado, que muitas vezes conta com um homem de área eficiente para abrir a defesa adversária. Radamel Falcao García e Diego Costa estavam lá nos melhores momentos desse time nos últimos anos, mas Mandzukic não conseguiu manter o nível na última temporada. Jackson Martínez foi contratado do Porto por € 35 milhões justamente para preencher esse espaço. A adaptação do colombiano ao novo time pode determinar o nível de sucesso de toda a equipe.

Na história

O Galatasaray é o clube turco que tem mais sucesso em competições internacionais. A lembrança mais clara é do título da Copa da Uefa de 1999/2000, mas o Cim-Bom também teve bons momentos na Copa dos Campeões. Em 1988/89, o Gala chegou à semifinal da competição. Para isso, passou por Rapid Viena, Neuchâtel Xamax e Monaco antes de cair para o Steaua Bucareste. Pelos nomes, não parece uma campanha tão espetacular, mas o Monaco era um dos times mais fortes da Europa, com jogadores como George Weah e Glenn Hoddle e estrelas da seleção francesa semifinalista das duas Copas anteriores, casos de Ettori, Amoros e Battiston. E o Steaua era a base da seleção romena da Copa de 1990, com Hagi, Petrescu, Lung e Dumitrescu.

Foto de Ubiratan Leal

Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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