Firmino, o camisa 9 garçom, orquestra a vitória categórica que coloca o Liverpool nos grupos
Roberto Firmino não tem um poder de finalização que possamos colocar entre os melhores da Europa. De vez em quando, perde gols que custam pontos e vitórias ao Liverpool, mas o brasileiro não é titular por bondade de Jürgen Klopp. Seu trabalho fora da área e sem a bola, abrindo espaços e pressionando a saída de bola, é inestimável para a engrenagem da equipe, como ele demonstrou muito bem nesta quarta-feira, na vitória por 4 a 2 sobre o Hoffenheim, em Anfield, que colocou os Reds na fase de grupos da Champions League.
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O duelo entre os quartos colocados da Alemanha e da Inglaterra era o mais esperado da fase preliminar da Champions e acabou sendo menos disputado do que se imaginava. Com exceção da metade final do segundo tempo da primeira partida, o Liverpool sempre pareceu no controle da eliminatória. Seu potencial ofensivo foi bem testado contra a segunda melhor defesa da última Bundesliga e produziu seis gols em duas partidas. A defesa, como já tem sido comum, voltou a apresentar falhas.
O Hoffenheim teve oportunidades para dificultar um pouco mais a vida do Liverpool. Principalmente no primeiro jogo, quando dominou a partida, criou várias chances e até perdeu pênalti, mas levou dois gols – em cobrança de falta e contra-ataque – e só conseguiu diminuir no final. Em Anfield, foi presa fácil para o veloz e muito intenso ataque vermelho, que sufocou os alemães e abriu 3 a 0 em 21 minutos, praticamente matando a eliminatória.
Aos 10, Firmino armou a jogada a partir do meio-campo com um belo passe para Mané. O senegalês avançou pela esquerda, cortou para o meio e abriu de calcanhar para Emre Can, que contou com um desvio da defesa para abrir o placar. Na sequência, Firmino caiu pela esquerda, entrou na área e tocou para Wijnaldum. A bola bateu na trave e sobrou para Salah ampliar. O terceiro gol foi parecido com o primeiro: Mané caiu pela esquerda, deixou de calcanhar para Firmino, que tocou de primeira para Emre Can marcar o seu segundo na partida.
No outro lado do gramado, Gnabry acumulava chances perdidas, quando Nagelsmann não esperou o intervalo para mexer na equipe. Tirou Nordtveit, um dos seus zagueiros, e colocou Mark Uth no ataque. Após erro de passe na saída de bola, Wagner soltou com Uth, que bateu cruzado para descontar e manter um fiapo de esperança para o Hoffenheim. No entanto, ainda no primeiro tempo, Firmino bateu à queima-roupa, completando cruzamento de Salah, mas chutou em cima de Baumann, e Can teve a chance de fazer o terceiro, com um chute colocado da entrada da área.
O Liverpool diminuiu uma marcha no segundo tempo, mas seguiu perigoso. Wijnaldum, duas vezes, e Mané exigiram boas defesas de Baumann. Henderson roubou uma bola na intermediária e avançou livre pelo gramado. Cara a cara com o goleiro, decidiu rolar para Firmino marcar o seu merecido gol e fazer 4 a 1 para os Reds, definitivamente matando a eliminatória. O Hoffenheim descontou com Wagner, cuja facilidade para subir e cabecear dentro da área do Liverpool, mesmo rodeado de marcadores, deixa uma pulga atrás da orelha de Klopp.
A missão do Liverpool era difícil, mas foi executada com excelência. Mais fácil do que o torcedor imaginava. O pentacampeão europeu está de volta à fase de grupos da Champions League, algo que ele espera tornar comum nos anos seguintes. O Hoffenheim teve sua primeira experiência continental e agora tentará fazer barulho na Liga Europa. Capacidade para isso a boa equipe de Julian Nagelsmann tem.



