Firmino demonstrou, em mais de uma maneira, que a visão está em dia
Durante a vitória do Liverpool sobre o Tottenham, no último fim de semana, o dedo de Jan Vertonghen entrou no olho esquerdo de Roberto Firmino. A imagem foi feia. Havia apreensão na comissão técnica dos Reds, acompanhando a recuperação do brasileiro dia a dia, tentando descobrir se ele poderia jogar contra o Paris Saint-Germain. Firmino acabou ficando no banco de reservas, do qual saiu para marcar o gol da vitória vermelha por 3 a 2, em Anfield, aos 46 minutos da etapa final.
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Antes da partida, Klopp dizia que ninguém é insubstituível, mas que a ausência do brasileiro seria sentida porque “ninguém faz o que Roberto faz”, referindo-se principalmente ao trabalho defensivo do brasileiro. Daniel Sturridge foi escolhido para comandar o ataque. O inglês, cuja carreira foi muito prejudicada por lesões, passou os seis meses finais da última temporada emprestado ao West Brom e se esperava que ele saísse do Liverpool na janela de transferências.
As atuações de Sturridge durante a pré-temporada impressionaram Klopp, e o atacante ficou para ser o substituto imediato de Firmino. O centroavante marcou o primeiro gol do Liverpool, de cabeça, completando o centro de Andy Robertson e, embora tenha desperdiçado algumas chances, foi uma reposição competente.
“Um super jogo, um super gol”, elogiou Klopp. “Quando você tem Firmino disponível, sempre pensa que ele tem que jogar, mas foi legal ver como Daniel jogou e ele retribuiu 100%. Isso é muito legal para ele, para nós, é um sinal muito importante. E como eu disse, colocar Firmino aos 25 minutos do segundo tempo é uma boa arma, para ser honesto, eu gostei disso”.
Principalmente porque foi Firmino quem resolveu o jogo. O Liverpool chegou a abrir 2 a 0, mas sofreu o desconto, com Thomas Meunier, pouco antes do intervalo. Controlava a segunda etapa, mas, em um erro de passe de Salah, Neymar avançou até a grande área e a bola sobrou para Mbappé empatar. Firmino, já nos acréscimos, recebeu dentro da grande área, limpou Marquinhos e mandou um belo chute cruzado para ganhar o jogo.
Demonstrou que a pontaria está em dia, apesar da lesão. E, na comemoração, fez questão de ratificar o fato, tapando o olho que estava machucado, como se fosse um pirata. “A comemoração foi para mostrar que estou recuperado, 100%”, afirmou, em entrevista ao Esporte Interativo. “O olho está bem melhor. Foi uma dor inexplicável. Tive sorte e estou bem melhor. Como vocês viram, pronto para jogar”.
Sorte do Liverpool. Porque desde o começo da temporada passada, nenhum jogador participou diretamente de mais gols em partidas da Champions League do que o brasileiro: 18, com 11 tentos e sete assistências. Cristiano Ronaldo, que encara o Valencia, nesta quarta-feira, está empatado, nesse período, com 15 gols e três passes decisivos.



