Champions League

Final da Champions fora da Europa? Segundo presidente da Uefa, é uma “ideia para o futuro”

A final da Champions League é o principal evento do futebol europeu de clubes. Mas imagina se ela não fosse realizada na Europa? O novo presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Ceferin, afirmou, em entrevista à agência de notícias AP, que isso pode ser uma ideia para o futuro. Lembrando que a Conmebol, sempre na vanguarda, sonha com a decisão da Libertadores em Miami, segundo o Estado de S. Paulo.

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“Eu acho que pode ser uma ideia para o futuro, mas temos que conversar sobre isso”, afirmou. “Ir de Portugal até o Azerbaijão, por exemplo, é quase a mesma coisa que ir até Nova York. Para os torcedores, não será um problema. Mas temos que ver. É uma competição europeia, então temos que pensar sobre isso”.

O argumento de Ceferin não se sustenta por causa da estrutura de transporte da Europa. Além de voos populares, há ferrovias e estradas que ligam os países do continente. Nunca tentei, mas me parece trabalhoso ir de carro ou de trem de Portugal até Nova York. E a final da Champions nunca foi no Azerbaijão. Apenas três vezes ela foi realizada fora da Europa Ocidental: Belgrado (1973), Istambul (2005) e Moscow (2008). A decisão de 2017/18 está marcada para Kiev, na Ucrânia.

O dirigente disse que a Uefa realizará um processo aberto para definir os palcos das finais da Champions League e da Liga Europa, em vez decidi-los em portas fechadas e sem critérios claros. “Porque, se você receber a final da Champions League ou da Liga Europa como favor político, isso não está ok”, disse. “Com um claro processo de candidatura, eu também vou proteger a administração e a mim mesmo, porque se qualquer um falar conosco, pedindo esse tipo de favor, teremos uma resposta clara: ‘desculpa, há regras claras, não podemos fazer isso'”.

Ceferin também mencionou ideias para tentar atingir outros mercados, principalmente na Ásia e nos Estados Unidos. Uma delas, a qual ele resiste, seria mudar o horário das partidas. A maioria começa às 18h45, horário de Greenwich, ou 2h45 na China. “Do ponto de vista financeiro, não é ideal. Temos que pensar em outros mercados, mas não sei exatamente como fazer isso. A China é financeiramente interessante, e os EUA não são apenas financeiramente interessantes, mas o futebol está crescendo lá”.

Outra alternativa seria mais partidas aos sábados, como as semifinais. “Porque, nesse caso, a China não está dormindo, por ser sábado, e podem assistir aos jogos. Mas há muitos problemas em relação ao calendário das ligas. As ligas nacionais são muito importantes. Você tem a Premier League, que é muito forte. É uma ideia, mas ainda está cedo para dizer algo concreto sobre isso”, afirmou.

Ceferin ainda não decidiu se está a favor da expansão da Copa do Mundo para 48 países, mas, se ela acontecer, ele baterá o pé para que a Uefa receba uma boa parte das 16 vagas extras. “Se colocarmos isso em votação, podemos perder, mas somos a confederação mais forte, ninguém deveria esquecer isso. Forte em qualidade e em todos os outros aspectos. Temos as melhores seleções”, analisou. “Eu sei que todos estão com medo de enfrentar a Europa nos playoffs (que seriam, de acordo com a ideia de Infantino, presidente da Fifa, antes da fase de grupos). Eu os entendo, mas, se você está com medo de jogar contra alguém, esse time é provavelmente melhor e merece ir (para a Copa do Mundo”.

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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