Champions League

Faltou pontaria para o Liverpool transformar seu amplo domínio em vitória

“Foi um jogo maluco, criar tantas chances e marcar apenas um gol”. Essa foi a avaliação de Jürgen Klopp sobre o empate do Liverpool por 1 a 1 contra o Spartak Moscou. Os visitantes realmente criaram muitas oportunidades, o bastante para vencer confortavelmente, e, surpreendentemente, não correram muitos riscos na defesa. Além de ter sido um desses jogos “malucos”, não tão raros assim no futebol, também faltou pontaria ao ataque vermelho. Como tem faltado recentemente.

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O Liverpool, que encerrou agosto com 14 gols em cinco partidas, piorou o seu desempenho defensivo depois da última pausa internacional. Colocou apenas sete bolas nas redes nas últimas seis partidas, números bem abaixo do potencial do seu ataque, com Mané, Salah, Firmino e o reintegrado Coutinho, que marcou pelo segundo jogo consecutivo, nesta terça-feira.

Como mesmo nos melhores dias da defesa, a equipe tende a ser vazada, pelo seu estilo ofensivo, marcar mais é um imperativo para que as vitórias cheguem. Mas a pontaria tem deixado a desejar: segundo números do WhoScored, excluindo a goleada sofrida para o City, em que Mané foi expulso ainda no primeiro tempo, e os arremates bloqueados, o Liverpool finalizou 83 vezes – apenas 31 no alvo, ou 37% – para fazer sete gols, um tento a cada 11,8 chutes.

Contra o Spartak Moscou, o problema foi parecido. O Liverpool chutou 13 vezes, a maioria delas em boas posições de finalização, mas parou em grandes defesas de Rebrov e Selikhov (goleiro reserva que entrou na metade do segundo tempo), uma vez na trave e seis mandando para fora. O único gol saiu em uma linda tabela entre Mané e Coutinho. O brasileiro infiltrou a área e chutou por cima para empatar, depois que Fernando abriu o placar em cobrança de falta.

O ponto positivo para o Liverpool foi que a defesa se mostrou, enfim, bem sólida. O gol de Fernando, no qual Karius poderia ter feito um trabalho melhor, já que a bola foi mais no meio do que no canto, foi uma rara chance dos russos na partida. Outra saiu em passe de Luiz Adriano para Eschchenko bater de primeira. Boa defesa do alemão, sua única na partida.

No outro lado, o Liverpool tentava de tudo. Pressionou, encurralou e perdeu chances. Firmino e Salah cabecearam da pequena área, à queima-roupa, para milagres de Rebov e Selikhov, respectivamente. Mané chegou a marcar, em posição de impedimento, e tentou também de fora da área, sem muito perigo. Arnold ameaçou mais de média distância, e os Reds desperdiçaram um contra-ataque quatro contra dois, em que Salah, com o gol livre, mais cruzou do que finalizou.

No fim da partida, antes da cabeçada de Salah que exigiu defesa incrível de Selikhov, Sturridge teve uma chance claríssima, ao receber passe de Henderson, dentro da área, e, livre, bater de primeira por cima. Ótima oportunidade, mas o chute passou bem longe do gol. Um resumo claro do que impediu o Liverpool de vencer o Spartak Moscou nesta terça-feira.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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