Champions League

Este gol perdido por Gameiro simboliza a situação periclitante do Atlético na Champions

Ángel Correa mandou da entrada da área, o goleiro Sehic fez a defesa, mas espalmou para o meio da grande área. Falha que não costuma ser perdoada no alto nível. A bola ainda caiu nos pés de um centroavante, que passa os 90 minutos de uma partida esperando uma chance dessas para se consagrar. E o fato de que Gameiro perdeu um gol tão feito apenas simboliza a situação periclitante na qual está o Atlético de Madrid na Champions League, após o empate por 1 a 1 contra o Qarabag, no Wanda Metropolitana.

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Porque se é verdade que Sehic fez algumas grandes defesas contra o Atlético de Madrid, também é que a pontaria colchonera anda ruim demais. Foram 35 arremates a gol e apenas 11 chegaram ao goleiro – um número bom em termos absolutos, mas ruim relativamente ao total desta partida. Em quatro jogos da fase de grupos, o Atlético já finalizou 81 vezes e marcou apenas dois gols.

E a defesa, tão sólida nos melhores momentos da era Simeone, tem falhado em lances de bola aérea. O Villarreal marcou de escanteio, no último fim de semana, e Míchel usou o mesmo expediente para abrir o placar, nesta quarta. O empate surgiu de um golaço que Thomas tirou da cartola, e o Atlético não conseguiu a virada nem mesmo com um homem a mais durante quase 30 minutos – o brasileiro Pedro Henrique foi expulso, aos 14 do segundo tempo, e Savic levou o segundo amarelo, aos 43 da etapa final.

A campanha oscilante no Campeonato Espanhol já era preocupante, mas não conseguir derrotar um time do Azerbaijão em duas partidas, por mais atrevido que seja o Qarabag, é um sinal muito ruim para a equipe de Diego Simeone, que acima de tudo tem se caracterizado por grandes campanhas europeias. A lógica, agora, é que os colchoneros sejam eliminados na fase de grupos e disputem a Liga Europa. E o capitão Gabi já deixou claro o que acha da competição secundária do continente: “Hoje, a Liga Europa é uma merda”.

A situação do Atlético de Madrid é quase definitiva. Ele tem confrontos diretos pela frente contra Roma, em casa, e Chelsea, fora, e obviamente precisa vencê-los, mas está a quatro pontos dos ingleses e a cinco dos italianos. Logo, também precisa torcer por tropeços. E as partidas restantes dos adversários são justamente contra o Qarabag, que precisaria fazer com Chelsea e Roma o mesmo que fez com o Atlético de Madrid: tirar pontos deles.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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