Champions League

Este fabuloso gol de voleio abrilhantou ainda mais um Besiktas x Benfica de tirar o fôlego

A rodada da Liga dos Campeões anda pródiga em jogos malucos. Depois do Borussia Dortmund 8×4 Legia Varsóvia, a quarta-feira guardou outro placar bailarino. Não tão elástico, mas também de tirar o fôlego, e valendo na briga pela classificação. O Benfica parecia pronto para surpreender em Istambul. Abriu três gols de vantagem em plena Vodafone Arena, logo no primeiro tempo – e isso com direito a quatro bolas na trave, três delas no mesmo lance. No entanto, o Besiktas não desistiu. E, na etapa complementar, buscou o empate por 3 a 3 no finalzinho. Resultado importantíssimo na briga pela classificação.

O primeiro tempo do Benfica foi arrasador. Gonçalo Guedes abriu o placar aos 10 minutos, aproveitando o cochilo da zaga, e Nelsinho ampliou com uma bomba da entrada da área. Já aos 31, aquela que parecia a pá de cal. Foram três bolas consecutivas na trave, em um lance que insistia em não terminar em gol. Até que Fejsa acertou as redes e correu para o abraço. Poderia até ser mais, não fossem as chances desperdiçadas pelos encarnados no início da segunda etapa.

A reação do Besiktas começou aos 13 do segundo tempo, e da melhor maneira possível. Cenk Tosun acertou um voleio fabuloso, completando passe de Andreas Beck. Já o empate dependeu de dois ex-jogadores do Porto. O segundo tento dos turcos saiu aos 38, em uma cobrança de pênalti de Ricardo Quaresma, após toque de mão de Lindelöf. Aos 44, o golpe fatal veio com Vincent Aboubakar, aproveitando sobra na área, depois que Quaresma deu um de seus tradicionais cruzamentos de letra. O empate enlouqueceu a fanática torcida turca nas arquibancadas.

A tabela do Grupo B da Champions está totalmente embolada. O Benfica lidera com oito pontos, apenas um a mais que o Besiktas. O Napoli, por sua vez, também tem sete – e joga com o Dynamo Kiev neste fim de tarde. Equilíbrio que deixa a definição para a rodada final. Caso tivessem vencido, os encarnados já estariam com a mão na vaga.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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