Champions League

Enquanto nada mais dá certo, Firmino ressurge essencial ao Liverpool como havia se acostumado a ser

O Liverpool superou um começo ruim no Ibrox para completar uma goleada contundente por 7 a 1, com hat-trick de Salah em cinco minutos

Roberto Firmino é ídolo do Liverpool. Houve momentos em que era possível defender que ninguém era mais importante para a máquina funcionar do que ele. Mas as suas últimas duas temporadas e meia não foram tão boas e o brasileiro passou a perder espaço à medida em que novos atacantes chegavam a Anfield. Neste momento em que nada mais dá certo nos Reds, porém, Firmino tem ressurgido como o jogador essencial que havia se acostumado a ser, e isso ficou mais uma vez claro na goleada por 7 a 1 sobre o Rangers no estádio Ibrox nesta quarta-feira.

A queda de rendimento de Firmino começou mais ou menos na metade da temporada do título inglês. A chegada de Diogo Jota começou a diminuir seu espaço, depois Luis Díaz, e não houve urgência para garantir a sua permanência. Ele joga sob os últimos meses de um contrato que termina em junho de 2023. Chegou a haver especulações de que seria vendido e se tornou um nome óbvio para sair, no momento em que parece que o Liverpool precisa de uma reformulação.

No entanto, em meio aos muitos problemas deste começo de temporada, ele está evitando que a situação seja pior. Na Premier League, liderou a goleada sobre o Bournemouth, com um hat-trick, contribuiu à vitória sobre o Newcastle e marcou duas vezes no empate por 3 a 3 com o Brighton. Também deixou sua marca na derrota para o Arsenal e é sem dúvidas, à frente de Salah, o atacante em melhor forma do vice-campeão europeu no momento.

A partida acabou com um placar superlativo, mas ele foi decisivo no momento em que o jogo estava pegado, equilibrado, e com momentos de superioridade do Rangers. Curiosamente, depois dele ser substituído, virou pelada, e Salah saiu do banco de reservas para anotar um hat-trick em questão de cinco minutos, antes de Harvey Elliott fechar o placar nos minutos finais.

Com os novos desfalques de Luis Díaz e Trent Alexander-Arnold, Klopp mudou o seu time titular, deixando Diogo Jota, Thiago e Mohamed Salah no banco de reservas. Andrew Robertson voltou a ser relacionado. Na teoria, havia quatro meias em campo, com Harvey Elliott, Fabinho, Fábio Carvalho e Jordan Henderson, tentando alimentar Roberto Firmino e Darwin Núñez. Não deu muito certo no primeiro tempo, com uma concentração excessiva de jogadas pelo meio.

Enquanto isso, o Rangers se soltava. Ryan Kent gerou a primeira situação de perigo, com um chute colocado de fora da área, que não passou muito longe, e o Liverpool reagiu com ótima jogada de Elliott pelo meio. Ele arrancou até a entrada da área e soltou pelo alto com Núñez (em posição duvidosa), que preferiu acionar Firmino a chutar. O lance foi anulado por impedimento.

Aos 17 minutos, o Rangers roubou uma bola no campo de ataque, Antonio Colak deixou com Ryan Jack, que emendou para Scott Arfield, entre a defesa e na cara do gol. Bastou tocar no canto para abrir o placar. Os Reds, porém, responderam quase imediatamente. Poucos minutos depois, Firmino apareceu na primeira trave para completar a cobrança de escanteio de Tsimikas.

Não foi o início de uma recuperação porque o Rangers teve mais ações ofensivas e pareceu mais no controle na segunda metade da etapa inicial. Firmino, porém, apareceu para decidir no começo da etapa final. Joe Gomez arrancou pela direita e cruzou com precisão para a boca do gol, onde o brasileiro apenas completou por baixo de McGregor para virar a partidas. Alguns minutos depois, recebeu o passe de Carvalho e, com muita inteligência, acionou Núñez, que bateu colocado para ampliar.

Klopp já estava preparando as suas alterações e colocou Thiago, Salah, Andrew Robertson e Diogo Jota em campo quase ao mesmo tempo. E aí, o Rangers desabou, em parte porque Salah parecia determinado a deixar um começo de temporada ruim para trás. Ele perseguiu uma bola dividida dentro da área, aos 30 minutos, dominou, ganhou no corpo e tocou de biquinho para marcar o quarto. Aos 35, recebeu de Jota, na entrada da área, e percebeu a saída de McGregor para bater no canto e ampliar. Um minuto depois, completou o hat-trick com um característico chute colocado de fora da área.

Harvey Elliott completou a incrível goleada do Liverpool, mais incrível ainda porque saiu em um jogo que começou equilibrado e bastante complicado, mas foi escancarado pela qualidade de Roberto Firmino – e depois a boiada inteira passou.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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