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Empolgou? Sacchi: “Barcelona é um rei morto, Real Madrid é soberano e Juventus pode chegar”

Arrigo Sacchi é um dos grandes técnicos da história da Itália. Aos 70 anos, o ex-treinador atua como comentarista na TV italiana. Sua passagem pelo Milan, duas vezes, foi muito vencedora. Ele comentou sobre a derrota pesada do Barcelona. Mais do que um jogo, Sacchi classifica como uma troca de rei. Para ele, o Barcelona deixa a majestade e a Juventus, principal time italiano dos últimos anos, tem capacidade para tomar esse lugar como um dos principais times da Europa.

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“O rei Barcelona está morto”, disse Sacchi em entrevista à Gazzetta dello Sport. “Há um outro soberano que continua a impor sua força, o Real Madrid, mas também há espaço para alguém novo para chegar ao trono”, continuou. “Eu vejo a Juventus perfeitamente preparada para esse papel. Eles estão melhorando e, no momento, são os favoritos junto com o Real Madrid para conquistar o título”.

“Por algum tempo, o Barcelona não é o velho Barcelona. Na liga espanhola eles continuam a vencer clubes mais fracos com facilidade, mas sofre contra times mais fortes. Você não os vê mais ser o time agressivo, organizado e faminto que nós admiramos”, analisou. “Os catalães dominaram por 10 anos, impondo um estilo de jogo que por vezes era verdadeiramente maravilhoso. Eles deram uma lição de futebol no mundo todo”, continuou.

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“Agora parece que eles bateram em uma parede e nem Leo Messi pode passar por tantos jogadores mais, porque todo o maquinário do time está quebrado”, opinou o ex-treinador da Azzurra. “Eu sempre digo que para ter sucesso você precisa, em ordem de importância, um clube, um bom futebol e os jogadores. Sem a ideia de que futebol jogar, os indivíduos não te levarão a lugar nenhum”, analisou o treinador bicampeão da Copa Europeia, a antecessora da Champions League, em 1988/89 e 1989/90, além dos dois Mundiais em 1989 e 1990 e da Serie A em 1987/88.

É por todos esses elementos que Sacchi acredita na Juventus. O time bianconero foi finalista da Champions League em 2014/15, mas tenta quebrar o jejum dos italianos que dura desde a temporada 2009/10, quando a Inter ficou com a taça da Europa.

“A Juventus tem um clube forte com ideias claras. O seu técnico Massimiliano Allegri é capaz, inteligente e eficiente, com jogadores que interpretam suas instruções bem. É verdade que eu critiquei Allegri porque eu sabia que ele podia dar mais. Ele não era muito generoso em termos de entretenimento antes e era prudente demais. Ele fez o mínimo, um gol e se fechar”, declarou.

“Agora o time procura mais gols e é agressivo. Você pode dizer também que houve um aumento de qualidade. Por exemplo, Gonzalo Higuaín é um excepcional centroavante, mas nunca foi um líder. Na Juventus, graças também ao trabalho feito por Allegri e pelos diretores, se tornou um ponto de referência para os companheiros de time”, elogiou Sacchi. “Este elenco da Juventus tem tudo que é preciso para percorrer todo o caminho na Champions League. O importante é que eles jogam com alegria e o desejo de chegar lá com futebol”.

Quando perguntado sobre o Bayern de Munique, Sacchi fez elogios ao time e comentou sobre o técnico Carlo Ancelotti, mas considera os alemães atrás da Juve em chances de título. “Eu falei com Carletto recentemente”, ele disse. “Eu disse a ele que é uma temporada estranha que qualquer coisa pode acontecer. Quando um rei cai, abre um assento”.

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“Eu não colocaria o Bayern no mesmo nível da Juventus ou Real Madrid porque falta a eles a ferocidade da motivação. Na Juve, por exemplo, há jogadores que sabem que é a sua última chance de ganhar títulos e darão seu coração e sua alma para chegar lá”, opinou Sacchi.

“Os jogadores do Bayern não parecem ser muito passionais. Mas veja, se tem algum téncico que pode fazer essa chama surgir, é Carletto. Ele tem uma forma verdadeiramente fenomenal de falar e se comunicar com seus jogadores”, finalizou Sacchi.

O Bayern bateu o Arsenal por 5 a 1 no jogo de ida das oitavas de final da Champions League, enquanto a Juventus enfrentará o Porto na próxima semana, em Portugal.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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