Champions League

Em seu 500° jogo pelo Benfica, Luisão teve uma atuação gigantesca, de um verdadeiro ídolo

É difícil encontrar um jogador brasileiro na Europa com a reputação de Luisão. O zagueiro desfruta da completa idolatria no Benfica. Chegou ao clube em 2003, aos 22 anos, e sempre se manteve entre os titulares. Mais do que isso, inspira uma liderança e um respeito imensos, nomeado capitão as primeiras vezes já há uma década. No último ano, uma fratura o afastou da equipe. Mas o defensor voltou a ser intocável nesta temporada. Retomou o seu posto absoluto para completar 500 jogos com a camisa vermelha nesta terça. Uma noite especial no Estádio da Luz: o veterano fez uma partidaça, entre os melhores na vitória por 1 a 0 sobre o Borussia Dortmund.

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O Benfica teve, sim, os seus problemas defensivos. Encontrava dificuldades na saída de bola e precisou contar com as ótimas intervenções do inspirado Ederson. Ainda assim, Luisão foi imprescindível. Era quem garantia um pouco mais de calma quando os benfiquistas tinham a bola atrás. E, mais importante, oferecia muita firmeza nos combates. O zagueiro foi uma das chaves para que os portugueses suportassem a pressão, especialmente por sua capacidade pelo alto. Foram três desarmes e quatro passes interceptados pelo capitão, além de nove bolas isoladas. Isso tudo sem cometer uma falta sequer durante os 90 minutos.

Só que a grande partida de Luisão não renderia frutos apenas na zaga. O camisa 4 também deu sua contribuição no ataque, justamente no lance que decidiu o triunfo do Benfica. Após cobrança de escanteio, o brasileiro ganhou de todos pelo alto e desviou de cabeça. A bola sobrou limpa para Mitroglou tentar duas vezes, até estufar as redes. Na comemoração, o abraço óbvio do grego foi no dono da braçadeira.

O contrato de Luisão com o Benfica se encerra em junho. Ainda assim, pela história que o zagueiro construiu em Lisboa, só deixa o Estádio da Luz se quiser. Possui a idolatria dos encarnados e uma sala de troféus repleta, com 17 conquistas em 14 anos de clube. E, mais importante, aos 36 anos, continua rendendo. O que protagonizou nesta terça é emblemático, especialmente por acontecer em um jogo que naturalmente seria de festa, também um dia depois de fazer aniversário. A festa fica muito melhor com uma grande vitória, como foi.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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