Champions League

É difícil achar um drible da vaca mais desmoralizante do que este aplicado por Carrasco

Nenhum outro clube possui desempenho melhor que o Atlético de Madrid nesta Liga dos Campeões. Os colchoneros venceram todos os seus cinco jogos e, graças à ajuda do Rostov, tornam o último encontro com o Bayern de Munique em mera formalidade. A classificação e a liderança já estão nas mãos do time de Diego Simeone. Nesta quarta, a confirmação da primeira colocação veio com festa diante da torcida no Vicente Calderón, para fechar as feridas deixadas pelo Real Madrid no último sábado. Vitória por 2 a 0 sobre o PSV, com direito a um lance de Yannick Ferreira Carrasco que já teria valido o ingresso.

O lance estonteante aconteceu ainda no primeiro tempo. É difícil de explicar o que Carrasco fez para cima de Santiago Arias. Foi uma espécie de drible da vaca turbinado e totalmente humilhante, deixando o mexicano no chão. Os gols, apesar do domínio rojiblanco, só saíram no segundo tempo. Kevin Gameiro abriu o placar aos 10 minutos, em belo chute cruzado após enfiada de Griezmann. Onze minutos depois, coube ao francês fechar a conta, aproveitando a roubada de bola de Tiago. O camisa 7 chegou a 12 tentos pela Liga dos Campeões, igualando Luis Aragonés como maior artilheiro da história do clube no torneio.

Caso vença na última rodada, o Atleti iguala outros cinco times na história da Champions que foram capazes de conquistar 18 pontos na fase de grupos. O problema será encarar o Bayern na Allianz Arena. De qualquer forma, o duelo se transforma em mera formalidade. Já não há qualquer pressão de arrancar o empate na Alemanha, que existiria se os bávaros tivessem batido o Rostov. O serviço dos colchoneros está feito, de maneira brilhante.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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