Herói da última Champions supera revés particular e sai do banco para resgatar o PSG
Atual campeão do torneio enfrenta dificuldades para superar o Monaco no confronto de ida dos playoffs e só consegue resultado positivo após entrada da joia
O Paris Saint-Germain (PSG), atual campeão da Champions League, flertou com o perigo e quase se complicou na briga por manter a coroa do futebol europeu nesta temporada. A equipe de Luis Enrique arrancou a virada diante do Monaco no jogo de ida dos playoffs por vaga nas oitavas nesta terça-feira (17) e fez 3 a 2.
O duelo realizado no Stade Louis II, em Monaco, ajudou a escancarar algumas das dificuldades que os parisienses enfrentam na temporada, como erros no próprio campo, desatenção e sistema defensivo irregular.
Em contrapartida, o ataque correspondeu de forma satisfatória e evitou danos maiores para o duelo da volta no Parc des Princes, a ser realizado no próximo dia 25 (quarta-feira).
Um dos principais responsáveis por isso foi Désiré Doué, que estava em um revés particular no clube depois da derrota por 3 a 1 para o Rennes na Ligue 1.
Doué foi titular no referido duelo do dia 13 de fevereiro e sua postura durante a partida teria sido criticada no PSG. Dembélé, por exemplo, falou em “jogar como equipe” e não pensar apenas em se destacar individualmente, declaração que foi atribuída ao jovem na França.
A joia francesa ficou marcada por ter sido o herói da última final europeia, marcando dois gols na goleada por 5 a 0 sobre a Inter de Milão que deu ao Paris seu primeiro título do torneio.
Doué literalmente vira o jogo para o PSG na Champions

Bom, com o novo jogo, surgiu uma nova oportunidade. Não é exagero dizer que o PSG só entrou efetivamente no embate desta terça depois que o atacante de 20 anos pisou no campo.
O astro Dembélé sentiu desconforto e deixou o gramado aos 27 minutos do primeiro tempo para dar lugar à joia. Até então, o PSG tocava a bola pacientemente no campo ofensivo — apesar de estar em desvantagem desde antes de o relógio marcar o primeiro minuto — e pecava no terço final.
O placar estava em 2 a 0 para o Monaco — ambos os gols anotados por Balogun — e os visitantes haviam acabado de desperdiçar cobrança de pênalti com Vitinha, que parou na defesa do goleiro Kohn.
Com 29 minutos, Doué deu seu primeiro toque na bola. Recebeu de Barcola na área e chutou cruzado para vencer o arqueiro adversário e diminuir. Depois, aos 41, foi o autor da finalização cujo rebote sobrou para Hakimi igualar.
Os parisienses assumiram de vez o controle do jogo após o empate e pouco a pouco voltaram a ser o time dominante como de costume, aquela equipe que gosta de ter posse de bola, jogar no campo de ataque e não dar brechas para os adversários.
Dessa forma, foram duas partidas distintas do PSG no Stade Louis II. Até cerca de 25 minutos, pouco atrapalhou o Monaco, mas era muito ameaçado pelas investidas dos adversários — para se ter noção, o segundo tento de Balogun ocorreu a partir de uma cobrança de arremesso lateral.
Depois, Luis Enrique pôde comemorar a reação e o ímpeto de seus comandados.

As coisas ficaram ainda melhores para o PSG quando Golovin levou cartão vermelho direto por falta em Vitinha, no primeiro minuto do segundo tempo. Os visitantes jogaram com um atleta a mais praticamente toda a etapa final.
Aos 22 minutos, Doué balançou as redes outra vez e deu ainda mais tranquilidade ao grupo.
O resultado deixa o PSG com a vantagem de conseguir se classificar em caso de empate no confronto de volta. Se o Monaco vencer por um gol de diferença, há prorrogação. Caso a igualdade persista, a decisão é nos pênaltis.



