Champions League

Otimista, Dortmund quer usar vice de 2013 como lição na decisão da Champions

Reus e Hummels, titulares no título perdido há 11 anos, passam ensinamentos ao elenco aurinegro

Após 11 anos do vice europeu de 2013, o Borussia Dortmund reencontra o estádio de Wembley, em Londres, neste sábado (1º), para mais uma final da Champions League.

O Bayern de Munique foi campeão na oportunidade na última década, e agora o rival será o Real Madrid, a partir das 16h (horário de Brasília).

Da final de 2013, há apenas dois remanescentes no elenco: o zagueiro Mats Hummels, titular absoluto, e Marco Reus, importante reserva e líder do elenco. O clube alemão quer usar da experiência da dupla para final de 2024, conforme revelaram na entrevista coletiva antes da decisão.

‘Jogo diferente’: dupla vice em 2013 descreve sensação ao elenco

Experientes, Reus e Hummels sabem que não podem pilhar seus colegas. O zagueiro Nico Schlotterbeck detalhou o conselho da dupla: é um jogo diferente, porém não pode tratá-lo como algo muito maior.

Schlotterbeck, titular com Mats na zaga dos Aurinegros, também exaltou a presença da torcida em Wembley. Serão pelo menos 30 mil torcedores de amarelo amanhã, tentando transformar o palco no Signal Iduna Park.

Falei com Hummels e Reus e eles dizem que é um jogo diferente de todos eles, mas temos que abordar isso como qualquer outro jogo. Vamos nos sentir um pouco em casa, porque vamos ter muitos torcedores nas arquibancadas.

Além de Reus e Hummels, ainda há os ex-volantes Nuri Şahin e Sebastian Kehl, membros da comissão técnica de Edin Terzić, que atuaram naquela final de 2013.

O técnico do Borussia afirmou que eles também ajudaram nessa conversa prévia à decisão.

Conversamos muito com esses dois jogadores (Reus e Hummels) e com dois membros da comissão técnica (Kehl e Sahin) e compartilhamos essas experiências. Quando nos classificamos para as próximas oitavas de final, acreditei que poderíamos estar aqui.

Além das lições, há muito otimismo no Dortmund

Claro, a experiência passada pelos quatro integrantes do clube é importante, mas é ainda melhor ter confiança para decisão.

O Real, 14 vezes campeão e com um elenco lotado de estrelas, é o grande favorito.

O Dortmund não vê problema nisso, visto que passou pelo grupo da morte e por Atlético de Madrid e PSG, sempre quebrando os prognósticos.

Por isso, o elenco acredita e nem teria viajado se não fosse pensando que podem ser campeões, conforme relata Schlotterbeck.

Sim, claro que pensamos que podemos vencer amanhã. Esta é a Liga dos Campeões e sim, o Real Madrid é o rival definitivo. Não há nada maior que o Real Madrid, mas se eu não achasse que poderíamos vencer, não teríamos chegado.

– Trata-se apenas deste jogo. E tudo é possível nele. Não nos importamos se as probabilidades são de 20:80 ou 30:70 contra nós. Se mostrarmos que não estamos aqui para vê-los erguer o troféu, então teremos uma oportunidade. – reiterou Terzic.

O jovem comandante alemão exaltou a preparação do time e como estão entusiasmados com a final. Ao invés de estar nervoso, Edin está confiante — algo que nem ele projetava.

Vejo entusiasmo. Se alguém me dissesse que eu estaria sentado aqui na preparação para a final, eu ficaria muito nervoso, mas hoje estou confiante. Preparamos o jogo muito bem e temos confiança, porque sei como trabalhamos.

Terzic entende que o Dortmund evoluiu muito na temporada e, como uma das melhores defesas da competição, quer manter o Real afastado do gol defendido por Gregor Kobel.

Somos uma equipe muito diferente de setembro, mais sólida agora. Melhoramos muito e temos que continuar assim. Estamos entre quem menos sofreu gols na competição, e o objetivo é manter o Real Madrid longe do nosso gol.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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