Champions League

De Bruyne, mais uma vez, foi diferencial do Manchester City em jogo difícil com Shakhtar

Em um time que muito se fala sobre Gabriel Jesus e Sergio Kun Agüero, quem brilhou intensamente, mais uma vez, foi Kevin De Bruyne. O meio-campista belga foi o destaque do Manchester City na vitória por 2 a 0 sobre o Shakhtar Donetsk, pela Champions League, nesta terça-feira. O jogo oi muito difícil para os ingleses, mesmo jogando em casa. Foi com um gol do belga que o placar foi aberto, no segundo tempo, e o gol que fechou a conta da partida só saiu no apagar das luzes.

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O clube ucraniano, recheado de brasileiros, dificultou bastante. A vitória do City veio com atuações de destaque de Fernandinho, Delph e Sané, além, claro, de De Bruyne. Fernandinho foi muito importante fazendo desarmes em campo, com quatro – quem mais fez no jogo.

O jogo foi de muitos brasileiros em campo. Pelo Manchester City, Ederson no gol e Fernandinho no meio-campo; no Shakhtar Donetsk, Ismaily, Fred, Marlos, Bernard e Taison. E ainda tínhamos DDanilo no banco pelo City e Dentinho no Shakhtar.

Sem Mendy, machucado, Pep Guardiola colocou em campo Delph na ala esquerda. Um improviso que faz o time ganhar mais força no meio-campo. O Shakhtar, por, sua vez, se posicionou com uma linha de quatro, tentando dificultar fechando espaços e usando a velocidade e habilidade dos seus jogadores para avançar.

O panorama do jogo foi o esperado. O City ficou com a bola, controlando as ações. Foi quem mais criou chances em campo, com muitos chutes a gol. O Shakhtar, um time que normalmente tem bastante posse de bola, se viu obrigado a atuar correndo atrás do time azul claro.

O primeiro tempo acabou em 0 a 0, com o City chegando mais vezes ao ataque e sendo mais perigoso.  E bastaram poucos minutos do segundo tempo para abrir o placar. Logo a três minutos, Kevin De Bruyne interceptou uma bola, tocou para David Silva, que tentou a jogada e depois tocou para o próprio belga, que bateu colocado. Um golaço: 1 a 0 para o City.

Guardiola tirou de campo Gabriel Jesus, que não fazia grande partida, assim como Sergio Agüero. E o argentino teria a chance de ampliar. Em um pênalti bastante questionável marcado em Sané, Agüero cobrou no canto, mas o goleiro Pyatov defendeu.

Entre os lances polêmicos, Stones desviou a bola com o braço, um pênalti que o árbitro poderia ter marcado. Não marcou.O jogo seguia aberto, com o Shakhtar tentando chegar ao ataque para arrancar um empate. Só que os ucranianos criavam poucas chances, mesmo aumentando sua posse de bola.

O Manchester City matou o jogo aos 45 minutos do segundo tempo. Em uma enfiada de bola excelente pela direita de Sterling para Bernardo Silva avançar pela direita. Sané entrou na área, puxando a marcação, e Bernardo Silva rolou para Sterling marcar seu sexto gol na temporada. Os 2 a 0 no placar, àquela altura, decidiram o jogo.

A atuação não foi brilhante, mas o Manchester City conseguiu uma vitória importante diante do Shakhtar, que mostrou ser um bom time. Não por acaso, venceu na primeira rodada o perigoso Napoli, um dos melhores times italianos do momento.

A Guardiola, o que fica da partida é que o funcionamento do time pode ser aprimorado, mas já caminho para ter mais a cara do treinador. O Shakhtar fica com a sensação que pode competir. O técnico Paulo Fonseca certamente sabe que o time não poderá desperdiçar pontos se quiser sonhar com as oitavas de final. Mas é um sonho possível.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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