Champions League

De Bruyne continua arrebentando e salva o City nos acréscimos contra o Sevilla

Jogar a Liga dos Campeões parece sempre um martírio ao Manchester City. Os ingleses penaram em suas últimas participações no torneio, e vão de novo cambaleando de novo. Mas, na base do sofrimento, os Citizens têm se recuperado na campanha. Pela segunda vez, a equipe de Manuel Pellegrini confiou até os últimos instantes para buscar a vitória. Em jogo difícil contra o Sevilla no Estádio Etihad, Kevin De Bruyne acabou como herói, anotando o gol decisivo aos 46 do segundo tempo. Passo importante em busca da classificação, que ressalta o início devastador do belga em seu novo clube.

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Recuperando-se no Campeonato Espanhol, o Sevilla faz papel bem melhor na Champions. E não se intimidou com o fato de jogar fora de casa, atacando também o City. Tanto que os andaluzes criaram as melhores oportunidades e já poderiam ter inaugurado o placar aos 18 minutos, em cobrança de falta de Konoplyanka na trave. O ucraniano, aliás, estava voando. E ele mesmo se encarregou de anotar o primeiro gol, aos 30. Vitolo fez boa jogada pelo lado direito e a defesa inglesa se esqueceu de marcar Konoplyanka, livre para arrematar.

Para a própria sorte, a resposta do City foi imediata. E contou com a maestria de Yaya Touré. Após jogada iniciada por Navas, o meio-campista arrancou na linha de fundo e cruzou para Sterling. O atacante parou em boa defesa do goleiro Rico, que já estava batido quando Bony aproveitou o rebote, em bola que ainda desviou em Rami. Igualar o placar seis minutos depois foi importante aos ingleses, menos pressionados para o segundo tempo. Ainda tinham muito a fazer.

No entanto, o Sevilla voltou melhor do intervalo. Controlava o meio de campo e assustava a meta de Hart, especialmente com Kevin Gameiro, que perdeu boas oportunidades. Os andaluzes pareciam ter a partida nas próprias mãos, por mais que o City tivesse os seus momentos no ataque. Em um jogo arrastado, o momento decisivo veio em uma simples mudança tática de Pellegrini. O técnico substituiu Bony por Fernando, dando mais liberdade para De Bruyne atuar no ataque, como falso 9. Funcionou. A jogada do gol começou em uma roubada de bola de Yaya Touré na intermediária. O marfinense carregou e passou para o belga decidir, com maestria. Cortou a marcação e chutou no cantinho, triunfando aos 46.

Em uma realidade de mercado inflacionado, dá para se discutir os € 75 milhões pagos pelo City em De Bruyne. Mas o excelente início do meio-campista no Estádio Etihad é inquestionável. Além de ajudar na organização da equipe, o camisa 17 participa de maneira recorrente no ataque. Nos últimos oito jogos, o jovem soma seis gols e três assistências, fundamental para sacudir os Citizens depois de alguns maus resultados. E quem também merece os louros pela vitória é Yaya Touré. O camisa 42 pode não ter ido tão bem durante os 90 minutos. Mas, acusado muitas vezes de não ter a mesma dominância na Champions, desta vez também foi decisivo, com participação fundamental na construção de dois tentos.

Com a nova vitória, o Manchester City soma seis pontos no Grupo D, apenas um a menos que a Juventus, que empatou por 0 a 0 com o Borussia Mönchengladbach. Recupera-se da derrota em casa na estreia, salvando duas vitórias nos apuros. Vale para reforçar as chances de classificação do time, ainda que precise melhorar muito. Contra adversários mais encorpados, não se pode atuar de maneira tão frouxa. Por enquanto, De Bruyne e Yaya Touré salvaram, mas as individualidades não serão suficientes quando o coletivo for mais cobrado.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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