Champions League

Controle total e um monumental Ronaldo deixam o Real Madrid próximo da final

Vocês lembram que Cristiano Ronaldo não fazia uma boa Champions League? Ou, pelo menos, uma Champions à altura do padrão altíssimo que ele próprio estabeleceu em temporadas anteriores. Havia marcado nas duas primeiras rodadas e passado seis jogos em branco. Parece que foi na pré-história: Ronaldo marcou duas vezes no jogo de ida contra o Bayern, três no de volta e mais três nesta terça-feira, na categórica vitória do Real Madrid por 3 a 0 sobre o Atlético de Madrid, no Santiago Bernabéu, aproximando os merengues da terceira final em quatro anos.

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O poder de decisão monumental do craque português, entregando as fichas de inscrição para ganhar mais uma Bola de Ouro, foi responsável por transformar o controle absoluto do Real Madrid em um placar folgado e adequado à superioridade dos donos da casa. O Atlético passeou, no mau sentido: esteve de corpo presente no Bernabéu, isso conseguimos confirmar pela televisão, mas não executou o que pretendia. Nem defendeu tão bem, nem conseguiu ameaçar no contra-ataque. Acertou um chute a gol, aos 46 minutos do segundo tempo. Precisa de um milagre no Calderón.

Os primeiros cinco minutos da partida foram enganosos. Parecia que a dinâmica seria parecida com a da final de Milão: o Atlético de Madrid com a bola, e o Real reagindo. O resto do primeiro tempo não foi assim. Os donos da casa tiveram 66,5% de posse de bola e finalizaram 11 vezes. Os colchoneros tentavam contra-atacar com rapidez assim que recuperavam a pelota, mas erravam as jogadas com frequência. A única chegada mais perigosa foi uma bola enfiada para Gameiro, mas Navas saiu na hora certa. O primeiro chute a gol foi aos 32 minutos, em uma cobrança de falta de Griezmann para Godín, que bateu muito alto.

Enquanto isso, o Real Madrid levava perigo com sua arma mais fatal: a bola parada. O rebote de um escanteio pela esquerda caiu para Sergio Ramos, pela direita. O cruzamento voltou para Casemiro, que bateu em direção ao chão. A bola pingou e foi parar na cabeça de Cristiano Ronaldo. Bola na cabeça de Cristiano Ronaldo costuma significar gol. Em outra cabeçada, Varane quase ampliou, mas Oblak fez uma linda defesa. Modric levou perigo de longe. Benzema tentou de meia-bicicleta. Só o Real Madrid jogava no Bernabéu.

A situação do Atlético de Madrid melhorou ligeiramente no segundo tempo. Apenas ligeiramente. Os colchoneros passaram a ter um pouco mais a bola – os 66,5% de posse de bola a favor do Real no primeiro tempo foram diluídos para 60,8% ao fim da partida – e deram dois chutes a gol antes dos 15 minutos, todos para fora. Perigo de verdade não houve. E sem se sentir ameaçado, os merengues ficaram confortáveis para ampliar a sua vantagem.

Kroos apareceu de lateral esquerdo. Benzema dominou, protegeu e conseguiu o passe para Ronaldo. Filipe Luis tentou o corte e quase conseguiu. Quase. A bola pingou na entrada da área, na frente de Cristiano Ronaldo. Bola pingando na frente de Cristiano Ronaldo costuma significar gol: 2 a 0. Com mais espaços contra um Atlético já desesperado, o português puxou contra-ataque, deixou com Vázquez e entrou na área. Vázquez foi à linha de fundo e tocou para trás. Casemiro abriu as pernas e a bola chegou a Ronaldo, na marca do pênalti, sem marcação. Mais palavras que, juntas, costumam significar gol.

Nos acréscimos da segunda etapa, aos 46 minutos do segundo tempo, Godín conseguiu a primeira finalização certa do Atlético de Madrid, que já estava no desespero. Os colchoneros fizeram uma partida muito ruim, e bastou ao Real uma noite correta para controlar totalmente a partida e abrir uma vantagem difícil de ser revertida. E, claro, um Cristiano Ronaldo monumental para transformar esse domínio em três gols.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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