Champions League

Com mesma facilidade da ida, City completa serviço contra o Mönchengladbach e vai às quartas

Qualquer esperança de uma reação improvável do Borussia Mönchengladbach diante do Manchester City após a derrota por 2 a 0 na ida foi rapidamente enterrada nesta terça-feira (16), com dois bonitos gols marcados por Kevin De Bruyne e Ilkay Gündogan. O 2 a 0 na volta deu ao time de Pep Guardiola uma tranquila classificação por 4 a 0 no agregado, levando pela quarta vez seguida a equipe do catalão às quartas de final da Champions League.

Fazendo seu jogo de sempre, com muita posse de bola e acelerações pontuais para definir suas jogadas, o Manchester City construiu sua vitória com menos de 20 minutos de jogo. Aos sete minutos, ensaiou seu primeiro gol com Phil Foden, que recebeu bonito passe de Cancelo pelo alto e, com uma boa penetração na área, apareceu livre para finalizar, mas não pegou com jeito na bola, facilitando a defesa de Sommer.

Cinco minutos mais tarde, De Bruyne, por sua vez, não deu chance ao goleiro adversário. Após passe de Mahrez, o belga arriscou de esquerda, de primeira, e anotou um golaço, contando com desvio no travessão, para fazer 1 a 0.

Sabendo tirar proveito da falta de controle de profundidade do Mönchengladbach, o City logo chegou ao 2 a 0. Aos 18 minutos, Phil Foden pegou a bola no meio de campo, acelerou com incisividade, passando pela marcação e tocando entre a linha de defesa para Gündogan, este já dentro da área. O alemão bateu na saída de Sommer e ampliou.

Anestesiada, a defesa do Mönchengladbach parecia fácil de se atravessar, mas o City não forçou muito as ações ofensivas. Ainda assim, aos 27, quase fez o terceiro com Gündogan, que recebeu mais uma vez dentro da área, livre, mas desta vez parou em defesa de Sommer.

Os alemães pouco criaram, com sua melhor chance vindo aos 41 do primeiro tempo. Marcus Thuram tocou para Breel Embolo pela esquerda, e o suíço bateu cruzado, com perigo, mas a bola rasteira passou raspando a trave esquerda de Ederson, pela linha de fundo.

No segundo tempo, o City teve oportunidades de aumentar sua vantagem já confortável de quatro gols no agregado, as principais delas com Mahrez. Logo aos três minutos, o argelino recebeu de Gündogan após roubada de bola no campo adversário e chutou à direita do gol. Já aos 20, recebeu na entrada da área, de costas para o gol, girou já batendo e forçou Sommer a espalmar. Três minutos mais tarde, após escanteio curto, Foden tabelou com estilo com o ponta, que chutou forte, mas em cima de Sommer, que jogou pra frente o perigo. Já no último lance do jogo, Mahrez fez sua finalização característica, cortando para dentro e batendo de esquerda no canto oposto, mas ela passou à direita do gol, a centímetros do alvo.

Com a tranquilidade evidente do duelo, Guardiola passou a mexer em sua equipe, dando um descanso a algumas de suas peças. Aos 19, Rodri e Cancelo deram espaço a Fernandinho e Zinchenko. Aos 25, foi a vez de Laporte e Sterling entrarem nos lugares de Rúben Dias e Gündogan. Por fim, Agüero assumiu a vaga de Bernardo Silva.

Mesmo com as alterações, o City manteve o controle do jogo, sem permitir ao Mönchengladbach sequer um gol de honra no mais desigual dos duelos de oitavas de final desta Champions League – ao lado, é claro, do confronto entre Lazio e Bayern de Munique.

Depois de uma eliminação para o Monaco nas oitavas de final de 2016/17, sua primeira temporada no comando do City, Guardiola chega às quartas de final da Champions League com os Sky Blues pela quarta vez seguida. Nas três oportunidades anteriores, não conseguiu ir além, caindo para Liverpool, Tottenham e Lyon, nesta ordem.

Com a esperança de que os fracassos passados tenham servido de lição e com o otimismo conquistado diante de uma grande temporada de sua equipe até agora, o técnico tem boas condições de fazer sua melhor campanha na Liga dos Campeões pelo clube inglês – ainda que estes dois encontros com o Borussia Mönchengladbach não tenham exatamente servido de grande teste.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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