Champions League

Com estilo e precisão, Juventus trancou a porta e passou por cima do Monaco

Ganhar é bom, ganhar com estilo é melhor. A Juventus que foi até o estádio Louis II enfrentar o Monaco mostrou gabarito. Exaltada como a melhor defesa do mundo, a Juventus deu mais uma demonstração dessa força ao não sofrer gol dos monegascos, o ataque mais goleador da Europa. Só que a Velha Senhora é muito mais que defesa. O trio Paulo Dybala, Daniel Alves e Gonzalo Higuaín acabou sendo decisivo, em uma atuação que merece todos os elogios. A vitória por 2 a 0 foi segura e com muito estilo.

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O que a Juventus conseguiu fazer no Principado de Mônaco foi algo impressionante. Não que o líder da Ligue 1 não tenha conseguido ameaçar. O goleiro Gianluigi Buffon teve sim que trabalhar em alguns momentos e a ótima linha defensiva da Juventus também teve que lidar com perigosos cruzamentos para a área, além da habilidade e rapidez de Kylian Mbappé. Foi difícil, mas o time italiano soube lidar com as ameaças e, vestidos de azul real, se seguraram.

O técnico Massimiliano Allegri mudou a escalação para tentar segurar o ímpeto ofensivo do Monaco. Levou a campo o zagueiro Andrea Barzagli no lugar de Juan Cuadrado, adiantando Daniel Alves à linha ofensiva. No meio-campo, com a suspensão de Sami Khedira, quem assumiu a posição no meio-campo foi Claudio Marchisio, um substituto à altura.

Curiosamente, o Monaco também entrou com problemas na lateral esquerda. Destaque do time, Benjamin Mendy não foi para o jogo. Por isso, Sidibé, normalmente lateral direito, foi deslocado para a esquerda e Nabil Dirar foi para o jogo na direita.

Surpresa. Os primeiros 10 minutos de jogo tiveram a Juventus dominando a partida, com a bola e chegando ao ataque seguidas vezes. O Monaco não conseguia chegar ao ataque tocando a bola. A Juventus, fora de casa, colocava os monegascos em risco. E um lance no começo da partida poderia indicar uma noite ruim para Higuaín. Em um dos ataques, Mandzukic procurou o camisa 9, que tropeçou sozinho, de forma ridícula. Viria muito mais pela frente para o argentino.

Reação. Depois de verem os visitantes chegarem algumas vezes ao ataque e assustarem, o Monaco finalmente apareceu para o jogo. E foi um bombardeio aéreo do time francês. Mbappé teve duas boas chances, em finalização de primeira e outra de cabeça. Pouco depois, Falcão, de cabeça, levou perigo em uma cabeçada que Buffon precisou desviar para fora. O zagueiro Glik, em um rebote de escanteio, também ameaçou.

Preciso. Foi então que veio o gol, e um golaço. Aos 29 minutos, Dybala começou a jogada com um lance de letra, Higuaín tocou em profundidade para Daniel Alves. O lateral brasileiro ganhou na velocidade e deu um passe de calcanhar. Higuaín finalizou de primeira da entrada da área, no canto, e marcou 1 a 0 para a Juve.

O segundo tempo trouxe mais correria para o jogo. Os dois times pareciam boxeadores dispostos a trocar porrada. A Juventus, porém, parecia mais bem posicionada para não sofrer tanto. O Monaco, sempre intenso no ataque, chegou ao ataque. Os dois times podiam ter marcado gols. Mas o que se viu foi uma repetição do primeiro tempo em relação aos protagonistas.

Daniel Alves, pela direita, recebeu com liberdade e fez um cruzamento perfeito para Higuaín, de primeira, finalizar já quase na pequena área. Aproveitou a indecisão do goleiro e tocou por baixa das pernas de Subasic, aos 14 minutos.

A situação, então, ficou nem complicada para os monegascos, que reclamaram, minutos depois, de uma falta de Chiellini em Falcao. O zagueiro italiano acertou o braço na cara do atacante colombiano. O árbitro deu só o amarelo, mas o time do principado reclamou pedindo cartão vermelho.

Segundo dados do Squawka, Dani Alves foi quem mais criou chances de gol na Champions League, com 27. Uma marca fantástica considerando que o jogador é, na maioria das vezes, um lateral. Ele foi um dos principais destaques. Dybala, versátil, conseguiu ir muito bem também com a bola, na movimentação.

Higuaín, ainda que não seja tecnicamente tão bom quanto esses dois citados, foi contratado para fazer exatamente isso: gols. Ele ainda não tinha marcado nos jogos eliminatórios. Marcou logo dois, em uma semifinal. O peso da sua contratação milionária, € 90 milhões, precisamente, parece que tem valido a pena.

O jogo de volta será na próxima terça-feira, em Turim, no Juventus Stadium. O Monaco precisará marcar ao menos dois gols, sem sofrer nenhum, para continuar vivo na eliminatória e buscar uma classificação na prorrogação. A Juve precisará sofrer em casa o mesmo número de gols que sofreu até aqui em toda a competição, em 11 jogos. Parece improvável, mesmo para um time tão intenso, tão sedento por gols como é o Monaco de Leonardo Jardim e Radamel Falcao. Será preciso uma história épica. Saberemos o fim da história na terça-feira que vem.

Os melhores momentos do jogo:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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