Champions League

Com ar de amistoso, Barcelona x Arsenal foi o que esperávamos (exceto a pintura de Suárez)

Arsène Wenger já dizia no vestiário do Emirates que a missão seria quase impossível. Em campo, jogadores como Elneny e Iwobi no time titular sinalizavam que o “quase” foi apenas um jeito de dizer. O Arsenal sabia que seria muito difícil fazer alguma coisa contra o Barcelona, no Camp Nou, depois de perder a ida por 2 a 0, e a partida caminhou da maneira como esperávamos: um lado administrando a larga vantagem e o outro especulando em busca do milagre. O resultado final foi 3 a 1 para os espanhóis.

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Com exceção de um breve período que não chegou a 15 minutos, logo depois de Mohamed Elneny empatar com um belo chute da entrada da área, o Barcelona nunca pareceu em apuros. Isso cedeu ao encontro um palpável ar de amistoso. O time da casa abriu o placar, aos 18 minutos, complicando ainda mais a vida do Arsenal, que precisaria fazer três gols fora de casa para evitar mais uma eliminação nas oitavas. Não conseguiu.

A partida não foi totalmente desinteressante porque houve alguns lances plásticos, como o gol de Elneny, a bola enfiada de muito longe por Neymar para Messi que exigiu defesa brilhante de Ospina – além desse domínio brilhante do brasileiro -, e principalmente, o gol de Luis Suárez, com um voleio no ângulo do goleiro colombiano para fazer 2 a 1.

O Arsenal teve a primeira boa chance da partida, por volta dos 10 minutos, quando Özil encontrou espaço e arriscou de fora, mas a bola não passou tão perto assim. Aos 17, Neymar, alguns passos à frente do círculo central, descolou um lançamento que Messi dominou com perfeição, deixando-o cara a cara com Ospina. Com o biquinho do pé, o argentino tentou tocar na saída do goleiro, que fez uma defesa brilhante.

Logo em seguida, porém, Suárez aproveitou um erro de saída de bola de Koscielny para lançar Neymar em um buraco da defesa do Arsenal. Com muita calma, o brasileiro superou Ospina e abriu 1 a 0. Os visitantes ainda tiveram boa chance de empatar Alexis Sánchez completando de cabeça um cruzamento perfeito de Bellerín, mas a bola foi para fora.

O Barcelona continuou administrando a partida, sem acelerar muito, e trocando passes no campo de ataque. Aos 8 da etapa final, Neymar deu de calcanhar para Messi invadir a área e chutar cruzado. Outra grande defesa de Ospina. Pouco depois,  o argentino tentou novamente da entrada da área e errou por alguns centímetros. O Arsenal devolveu um soco. Sánchez rolou a direita e Elneny pegou de primeira, colocado, para fazer um belo gol.

A missão impossível de Wenger não parecia mais tão impossível. Bastavam dois gols para se classificar, mas o Barcelona continuava no controle. Acelerou um pouco o ritmo e fez 2 a 1, catorze minutos depois, em uma bela jogada trabalhada: Neymar abriu para Daniel Alves na ponta direita, e Suárez emendou um voleio no ângulo de Ospina. Uma pintura. Messi fechou o caixão, entrando na área e encobrindo o colombiano com aquela facilidade que só ele consegue.

Desde o fim do primeiro jogo, em Londres, a vida do Arsenal era muito complicada. O confronto, com efeito, terminou ali. Wenger sabia disso, tanto que colocou uma escalação alternativa em campo, que naturalmente não foi capaz de parar o trio MSN, cada vez mais afiado, nem o Barcelona, cada vez o melhor time do mundo.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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