Champions League

Coisa de maluco: o primeiro jogo da Champions no Cazaquistão teve três gols contra

O futebol do Cazaquistão viveu um dia inesquecível nesta quarta-feira. Pela primeira vez, o país recebeu um jogo da fase principal da Champions League. Festa enorme para o Astana, que ainda teve um convidado de honra com o Galatasaray. Únicos países nesta etapa da Champions de maioria muçulmana, Cazaquistão e Turquia mantêm longa relação diplomática. Os turcos foram os primeiros a reconhecer a independência cazaque diante da dissolução da União Soviética, em 1991. Além disso, ambas as nações possuem a maioria de suas populações com origem etno-linguística entre os povos turcomanos. Irmandade que se refletiu até mesmo no placar: afinal, o empate por 2 a 2 contou com três gols contra.

A partida parecia nos conformes até os 32 minutos do segundo tempo. Durante a primeira etapa, Bilal Kisa deixou o Galatasaray em vantagem, após chute cheio de curva que enganou o goleiro adversário. Entretanto, a loucura começou a imperar nos minutos finais. O Astana empatou graças à infelicidade de Hakan Balta, que desviou contra as próprias redes o cruzamento da direita. Aos 41, os turcos retomaram a vantagem em mais uma falha do goleiro Nenad Eric, que espalmou a bola para dentro do seu gol. Já aos 44, os cazaques buscaram o glorioso resultado por conta da desgraça de Lionel Carole, tentando afastar o perigo, em lance que ainda contou com saída atabalhoada de Muslera.

Para o Astana, o feito é enorme. Para um time que era cotado como saco de pancadas da fase de grupos, após vender caro a derrota para o Benfica, já arrancaram o seu primeiro ponto. No entanto, o resultado esfria demais as pretensões dos turcos. Depois da péssima estreia contra o Atlético de Madrid, a classificação já parece mais distante.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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