Champions League

Clubes querem mudar Champions e criar “vaga por ranking histórico” para beneficiar gigantes

Parece até mesmo regulamento pensado pela CBF. No entanto, segundo a Gazzetta dello Sport, a ideia teria partido da própria Associação de Clubes Europeus (ECA). O jornal italiano apresentou uma proposta, discutida nos bastidores do futebol europeu, sobre a mudança no formato da Champions League. Para o próximo ciclo de direitos televisivos, no triênio entre 2018 e 2021, o torneio passaria a contar com quatro times (um de cada uma das quatro principais ligas do continente) classificados não pela tabela da temporada anterior, mas por um ranking histórico nos torneios continentais. Uma maneira de proteger gigantes como Milan, Internazionale, Manchester United e Liverpool, assim como os interesses econômicos das potências nacionais.

VEJA TAMBÉM: Ideia sobre ‘superliga europeia’ ressurge, e quem defende é o presidente da associação de clubes

A mudança englobaria toda a disposição de classificados na fase de grupos. Seriam quatro clubes de quatro ligas prefixadas (Alemanha, Espanha, Inglaterra e Itália), três deles classificados pela tabela da temporada anterior e outro pelo coeficiente histórico. Em um segundo nível, outros três países contariam com dois representantes cada – França, Portugal e Rússia. Cinco vagas iriam para os campeões nacionais das cinco ligas com melhores colocações no Ranking de Países da Uefa. Por fim, os demais times teriam que se digladiar nas fases qualificatórias da Champions.

Não é de hoje que os clubes tentam forçar mudanças na Champions. Nos últimos meses, encabeçada pela própria ECA, voltou à tona a discussão sobre a criação de uma ‘superliga europeia’, com as principais potências continentais. A iniciativa atende a interesses principalmente dos grandes de Espanha, Alemanha, França e Itália, passos atrás da atratividade financeira da Premier League em relação aos direitos televisivos. Segundo o presidente da Juventus, Andrea Agnelli, um dos líderes do projeto, seria uma maneira de “aproveitar o potencial inexplorado do futebol”, que tem um público maior que a NFL, mas gera menos dinheiro.

A criação da superliga, todavia, depende de uma série de negociações nada fáceis, sobretudo quanto à política do futebol. Então, o caminho mais curto é a pressão sobre a Uefa para tentar tornar a Champions mais midiática e rentável. A proposta da ECA, inclusive, será votada no próximo congresso da entidade, marcado para 14 de setembro.

Dica de pauta do leitor Erik Vianna. Valeu! =)

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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