Champions League

Bayern foi apenas mais um incapaz de vazar o dono do Calderón e perdeu outra para o Atleti

O Atlético de Madrid enfrentou o Bayern de Munique em dois períodos da sua história. Houve aquela decisão europeia de 1974 e o momento atual, em que o confronto aconteceu na semifinal da temporada passada e se repetiu na fase de grupos da atual. E nessa era moderna do duelo, o time de Simeone segue em vantagem. Nesta quarta-feira, no pulsante Atlético Calderón, venceu por 1 a 0, com um gol solitário de Yannick Carrasco. Em casa, pela Champions League, um gol basta para os colchoneros venceram as suas partidas.

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Nos últimos 14 duelos pela competição europeia em casa, o Atlético de Madrid não foi vazado em 13, como lembrou o MisterChip. Isso mesmo: apenas o Benfica conseguiu marcar no campo do Atlético de Madrid nesse período – marcou duas vezes, aliás. Chelsea, Juventus, Real Madrid e Barcelona, por exemplo, não conseguiram. O Bayern de Munique também não. De novo.

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A partida na Espanha da semifinal da temporada passada também terminou 1 a 0 para os donos da casa. E a estratégia adotada por Diego Simeone foi a mesma daquelas partidas: defesa e eficiência. O Atlético de Madrid entregou de bom grado a bola para o Bayern de Munique passá-la para lá e para cá. Teve apenas 33% de posse. Mas criou as melhores chances, perdeu um pênalti e chutou mais vezes a gol que o adversário. Era perigoso sempre que chegava próximo a Neuer.

Quem teve a primeira oportunidade clara, no entanto, foi o Bayern de Munique. Thiago descolou um passe magistral para Müller que, de forma não menos brilhante, pegou de primeira para linda defesa de Oblak. Passado o susto, o Atlético de Madrid começou a ameaçar Neuer. Em jogada individual, Carrasco trouxe da entrada da área para a direita e desferiu um potente chute no canto do goleiro alemão. Muito bem defendido. Em cobrança de escanteio desviada na primeira trave, Torres apareceu na segunda e completou meio de susto, perdendo um gol incrível.

Exemplo interessante do quanto o time de Simeone joga verticalmente, Griezmann, aos 35 minutos do primeiro tempo, fez uma rápida jogada pelo meio e soltou com Carrasco, que dominou, avançou e chutou cruzado da entrada da área. Poucos toques na bola, todos para a frente, e o Atlético de Madrid ficou em vantagem. Tornou-se uma questão de manter a solidez defensiva para ficar com os três pontos.

E, com exceção de poucos vacilos, como no final do primeiro tempo, quando Ribéry teve a bola dentro da área, mas acertou o pé da trave, os donos da casa seguraram muito bem o ataque do Bayern de Munique, que teve um Lewandowski apagado no ataque e poucas chances reais de gol. Quando chegou com perigo, como em chute de Alaba no começo da etapa final, Oblak estava atento para afastar os riscos.

Ainda houve uma grande oportunidade para o Atlético de Madrid ampliar o placar no segundo tempo. Vidal destrambelhadamente atropelou Filipe Luis dentro da área. Parecia um trem desgovernado. No entanto, Griezmann acertou o travessão. Na jogada seguinte, comprovando que havia colocado açúcar demais no sucrilhos hoje de manhã, o chileno fez outra falta dura, desta vez em Saúl. Levou apenas um cartão amarelo, pela segunda, em uma sequência de erros que poderia ter custado sua expulsão.

Em outra demonstração de que não é absolutamente necessário ter a bola para controlar a partida, o Atlético de Madrid venceu novamente o Bayern de Munique e ninguém mais duvida que, enquanto o trabalho de Simeone perdurar, os colchoneros entram na Champions League como candidatos ao título.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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