Raphinha impressionante, Yamal diferenciado e gol de Jesus: A estreia do Barcelona contra Feyenoord
Sem ganhar a Champions League desde 2014/15, o Barcelona começou a temporada como um dos favoritos ao título. Hansi Flick está em seu terceiro ano de trabalho, tendo conquistado todos os títulos possíveis dentro da Espanha. E diante do Feyenoord, sobraram motivos para confiar no fim do jejum europeu.
Nesta quarta-feira (9), o Barça goleou o clube de Rotterdam por 5 a 1, no Camp Nou, pela rodada de abertura da Liga dos Campeões. Com o estilo de jogo do técnico alemão mais do que consolidado, o Barcelona mostrou respostas importantes depois das dúvidas causadas pelas saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres.
Antes da contratação de Gabriel Jesus junto ao Arsenal, Flick já havia sinalizado que, com os pontas que tinha à disposição, estava bem servido no último terço. E quem abraçou a função de ser o atacante centralizado é Raphinha, que voltou a exibir sua capacidade de decisão com (mais uma) uma atuação em alto nível, dando sequência à fase artilheira.
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Já Lamine Yamal, que não estava no seu melhor pós-Copa do Mundo com a Espanha, reforçou porque é diferenciado individualmente com um futebol desequilibrante a favor do coletivo. Isso sem falar no primeiro gol de Jesus com a camisa dos Blaugranas, confirmando que a confiança do diretor esportivo Deco não era em vão.
Como Barcelona dominou Feyenoord na Champions League
Mesmo com muita chuva, o Barcelona não aliviou para o Feyenoord. Desde o primeiro minuto, a equipe de Hansi Flick implementou alta intensidade com e sem bola, o que rendeu um volume de jogo avassalador. No 1º tempo, por exemplo, foram 75% de posse e 12 finalizações.
Assim como tem sido neste início de 2026/27, o que impressiona é o vasto repertório ofensivo do Barça. Em uma virada de jogo de Pedri, Lamine Yamal serviu Raphinha de primeira. O brasileiro não desistiu da jogada, entrou na grande área e deixou dois marcadores deitados no chão para abrir o placar.
Pouco tempo depois, em jogada trabalhada na esquerda, João Cancelo passou para Karim Adeyemi, que cortou para o meio e, desmarcado, acertou um petardo de fora da área. Antes mesmo do intervalo, o Barcelona provou que é capaz de criar perigo das maiores variadas formadas, seja em construção pausada, ou rápida transição.
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Já no 2º tempo, a qualidade do meio-campo fez a diferença quando o camisa 8 enfiou um bolão entrelinhas para o capitão, que correu nas costas da marcação e, cara a cara com o goleiro, bateu rasteiro para balançar as redes. De novo, Raphinha omprova a tese de Carlo Ancelotti de que “é o melhor do mundo” quando o assunto é atacar a profundidade.
Sem reforços na defesa na última janela de transferências, o técnico alemão voltou a esbanjar plena confiança em sua linha alta de impedimento, cuja estratégia impediu pelo menos dois ataques dos neerlandeses — um deles, inclusive, terminou em gol, mas a jogada foi anulada por posição irregular no limite.
Em cobrança de falta perto da meia-lua, o camisa 10 ampliou ao bater na barreira aberta. O Feyenoord até descontou com cruzamento de Gonçalo Borges, que cruzou toda a área e terminou com o chute preciso de Sem Steijn do lado esquerdo, em vacilo de Jules Koundé.
Entretanto, Gabriel Jesus fechou a contagem após sair do banco de reservas. O camisa 9 recebeu um lançamento de Yamal para, de cabeça, marcar. Diferente do camisa 11, o atacante de 29 anos tem maior presença de área para ser uma alternativa diferente do comandante alemão no decorrer da temporada.