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Barcelona não brilha, mas consegue vitória necessária para se manter vivo na Champions

Após duas derrotas pesadas por 3 a 0 nas primeiras rodadas, o Barça ganhou do Dínamo Kiev no Camp Nou pelo placar mínimo

Um gol de Gerard Piqué no final do primeiro tempo foi tudo o que o Barcelona precisou, junto com uma atuação defensiva sólida, para conseguir algum alívio na fase de grupos da Champions League com sua primeira vitória, sobre o Dínamo Kiev, por 1 a 0, no Camp Nou, após pesadas derrotas nas duas primeiras rodadas.

O resultado foi importante porque deixou o Barcelona relativamente bem colocado para se classificar às oitavas de final. Isso acontecerá caso ganhe o outro jogo contra os ucranianos, fora de casa, e o confronto direto com o Benfica, desde que os portugueses arranquem no máximo um empate em dois jogos contra o Bayern de Munique.

Com essa combinação de resultados, os catalães não precisariam de pontos na Allianz Arena contra os bávaros – se precisassem, seria difícil imaginar que conseguiriam. Ainda assim, o Barça precisa ganhar os próximos dois jogos e ainda não passa tanta confiança. Nesta quarta-feira, teve uma atuação mais segura do que brilhante, mas fez o seu trabalho para não se complicar de vez na Champions.

As melhores chances do primeiro tempo caíram nos pés de Luuk de Jong, ainda tentando convencer a torcida de que pode contribuir. O resultado final desses lances não ajudou a sua causa. Aos 17 minutos, Depay cobrou falta pela direita. O atacante holandês apareceu completamente livre para cabecear, mas desviou demais e mandou para fora. Pouco depois, aproveitando a saída errada do Dínamo Kiev, seu chute da entrada da área exigiu boa defesa do goleiro Georgiy Bushchan.

Gerard Piqué mostrou como que se faz. Após um escanteio, Jordi Alba ficou com a bola no bico esquerdo da grande área e cruzou à segunda trave. O zagueiro apareceu completando de primeira com a perna direita para estufar as redes. O gol de um alívio muito necessário ao Barcelona.

Koeman retornou do intervalo com Coutinho, que no fim de semana marcou seu primeiro gol em 11 meses, na vaga de Óscar Mingueza. E trocou Luuk de Jong por Ansu Fati, também retornando de um longo período machucado. O Barcelona melhorou, teve mais controle do jogo, mas ficou devendo em chances de gol. Houve apenas três finalizações, duas para fora, uma bloqueada.

O lance mais emocionante foi logo no começo da etapa final. Cheio de energia, Fati pressionou Bushchan, quase em cima da linha do gol. Memphis recolheu pela direita e devolveu ao garoto que, de costas às traves, levantou, deu umas embaixadinhas e tentou emendar o chute. Mandou para fora, e seus companheiros que chegavam de frente ficaram compreensivelmente possessos.

Não é muito exagero dizer que nada aconteceu entre esse lance e o fim da partida. O Barcelona não chegou de fato a correr o risco de empate porque o Dínamo Kiev não conseguiu criar. Ter Stegen tirou as luvas sem ter feito defesa. Ainda estava naquela situação em que um escorregão poderia custar muito caro. Mas a vitória foi selada e mantém o Barça vivo na Champions League.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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