Champions League

Barça parecia liquidado, mas em dois minutos conseguiu virada contra o Leverkusen

Se por um lado não pôde contar com Messi, por outro o Barcelona pode dizer que a sorte estava a seu lado no Camp Nou, nesta terça-feira. Pela segunda rodada da fase de grupos da Champions League, os culés receberam o Bayer Leverkusen e mais uma vez demonstraram uma atuação inconsistente. Ainda assim, como que por intervenção divina, em apenas dois minutos o time conseguiu a virada e a vitória por 2 a 1, mesmo sem merecê-las tanto assim.

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A noite do Leverkusen foi inspirada, e o time alemão teve uma das melhores atuações de um time visitante no Camp Nou nos últimos tempos. Não por um futebol espetacular e vistoso, mas pela organização defensiva e pela agilidade com que fazia a transição para o ataque. O setor ofensivo foi fluído e, desde o princípio do jogo, levou perigo ao Barça, com Chicharito completando bom cruzamento de Bellarabi e forçando Ter Stegen a trabalhar logo aos dois minutos de partida.

Fazendo bem a sua parte, os alemães ainda contaram com a ajuda de Ter Stegen para abrir o placar no Camp Nou. Aos 22 minutos, Çalhanoglu cobrou escanteio da esquerda, Papadopoulos se antecipou, deixou a marcação de Mathieu para trás e desviou de cabeça praticamente em cima da linha para fazer 1 a 0. Por sua estatura, Ter Stegen poderia ter subido para evitar que a bola chegasse até o jogador do Leverkusen, mas pareceu estar amarrado ao chão.

O gol apenas fez o Bayer Leverkusen crescer em campo, e as chances continuavam aparecendo. Aos 36, Bellarabi recebeu na área, livrou-se da marcação de Piqué e finalizou forte, parando em boa defesa de Ter Stegen. Do outro lado, os donos da casa pareciam cada vez menos inspirados, e a tentativa de Neymar de cavar o pênalti era o maior sinal do jogo pouco efetivo do Barça. O camisa 11 acabou frustrado pelo árbitro, que estava próximo do lance e lhe aplicou o cartão amarelo.

O Leverkusen manteve o domínio do jogo no restante do primeiro tempo e em parte do segundo, quase ampliando o placar em algumas oportunidades e ficando por um bom tempo com mais finalizações que os donos da casa. Mas o ímpeto dos alemães cessou, e o Barça precisou de apenas dois minutos para buscar o resultado e sacramentar a virada.

Se em boa parte do jogo, até a primeira metade do segundo tempo, o Barcelona parecia esbarrar em uma barreira invisível, que na verdade ganhava corpo nas duas linhas de marcação bem compostas do Leverkusen, entre os 35 e os 37 minutos da etapa complementar as brechas vieram. Uma delas construída pelo próprio time catalão. Os culés inverteram rapidamente o jogo da direita para esquerda, pegaram os marcadores do Bayer desprevenidos e conseguiram fazer a bola chegar até Munir, no meio da área. A finalização do garoto foi defendida por Bernd Leno, mas Sergi Roberto estava esperto e pegou o rebote para empatar.

Depois, foi a vez de a individualidade de Munir e Suárez fazer a diferença. O garoto recebeu um passe em profundidade de Dani Alves pela direita, driblou os marcadores e atraiu a marcação. Quando o zagueiro que acompanhava o uruguaio saiu para dar o bote, Munir rolou para o camisa 9, que finalizou muito bem, com força, e colocou a bola no alto, sem chances para Leno: 2 a 1 para o Barcelona.

A temporada do time de Luis Enrique começou bem hesitante. A equipe alterna bons resultados e atuações individuais inspiradas com dias de puro desleixo defensivo e goleadas sofridas. Perder Messi por lesão na última rodada de La Liga (e Iniesta, nesta terça) foi o sinal de que a bruxa está mesmo solta no Camp Nou.

Lidar com um início de campanha em que as coisas não funcionam exatamente como deveriam será um desafio interessante para o Barça, que, sem seu maior craque por oito semanas, ainda pode contar com o poder de desequilíbrio do restante do tridente ofensivo. Se hoje Neymar não foi tão bem, Suárez pôde aparecer para resgatar o time, assim como fizera na vitória por 2 a 1 sobre o Las Palmas. Mas, para conseguir uma sequência mais consistente de resultados, o conjunto deverá se sobrepôr aos talentos individuais, o que não aconteceu em boa parte do jogo desta terça.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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