Champions League

Atlético obrigou Manchester City a fugir da sua característica para sair com a uma suada classificação em Madri

Em um jogo muito disputado, Atlético fez grande jogo e colocou o Manchester City nas cordas nos minutos finais, mas os ingleses suportaram a pressão e saem classificados

O Atlético de Madrid fez um jogo à altura do que se esperava dele, fez o Manchester City suar frio e obrigou o time de Pep Guardiola a fazer exatamente o que o Atlético faz: se defender com unhas e dentes para conseguir ficar com a classificação. E o time de Pep Guardiola fez isso: conseguiu se defender em um jogo de muitas provocações, muita pressão e saiu de campo classificado às semifinais, sobrevivendo a uma batalha no Estádio Wanda Metropolitano.

O jogo foi tão disputado e ficou tão aberto até o final. O Atlético foi desclassificado e o alívio do lado do Manchester City foi imenso, seguido de muita comemoração. O time inglês soube aguentar uma batalha. Os torcedores do Atlético reconheceram o esforço e a atuação do time. Foi um grande jogo de uma grande Champions League, que o Manchester City consegue uma classificação sofrida que será muito valorizada. Como a torcida do Atlético valorizou o próprio clube ao cantar até o final e mesmo depois do apito final, reconhecendo o esforço.

Escalações: poucas mudanças

Assim como no primeiro jogo, Diego Simeone colocou uma linha defensiva com cinco jogadores, mas em uma formação que permitia seus dois laterais, Marcos Llorente e Renan Lodi, saírem mais para o ataque. No meio-campo, Koke e Geoffrey Kondogbia formavam a faixa central, com Thomas Lemar fechando o lado esquerdo e Antoine Griezmann fechando pelo lado direito. João Félix começou o jogo mais à frente, como único atacante da equipe, em um 5-4-1.

O Manchester City foi a campo com a sua formação tradicional, o 4-3-3, e mais uma vez com um ataque bastante móvel: Riyad Mahrez pela direita, Phil Foden pelo meio e Bernardo Silva pela esquerda. No mais, o time foi o mesmo do jogo de ida, com o meio-campo formado por Rodri, Ilkay Gündogan e do craque Kevin De Bruyne.

Primeiro tempo: jogo equilibrado

O jogo começou bom para o Atlético de Madrid, que conseguia encontrar alguns espaços para chegar ao ataque. Por duas vezes, o time de Diego Simeone chegou ao ataque em boas oportunidades, mas não soube aproveitar no último passe e não resultou em finalização.

Como esperado, o Manchester City tinha muito mais a bola, trocando passes especialmente no meio-campo. Assim como no primeiro jogo, o Atlético se defendia bem, dando poucos espaços. Só que diferente do primeiro jogo, o que vimos foi um Atlético mais pronto para contra-ataque, para aproveitar os espaços e tentar agredir. No Etihad Stadium, os Colchoneros não conseguiram sequer dar um chute a gol no jogo todo.

O City ficou muito perto do gol aos 29 minutos. Depois de um cruzamento para a área, a bola sobrou para Phil Foden na esquerda, ele chutou, foi travado, a bola sobrou para Gündogan, que finalizou como deu e a bola tocou na trave e ficou pipocando até que a defesa conseguiu afastar. Deixou o torcedor do Atlético com o coração na mão.

Segundo tempo: Atlético sufoca

As estratégias se mantiveram no segundo tempo. O Atlético ia bem em atacar os espaços e tentava criar chances. O Manchester City mantinha seu estilo, mas ameaçava pouco. O time de Simeone subiu a marcação e fez com que o time inglês ficasse sufocado desde a saída de bola. O time era bastante direto com a bola e, sem ela, tornava a vida do time de Guardiola mais difícil.

Aos 11 minutos, os mandantes tiveram uma grande chance. Em uma troca de passes, João Félix recebeu na meia-lua e ajeitou de primeira para Griezmann, de primeira, bater bonito, mas errar o alvo por pouco.

Com 20 minutos do segundo tempo, o técnico Pep Guardiola sacou de campo Kevin De Bruyne, que se machucou. Raheem Sterling entrou em seu lugar, o que mudou um pouco a configuração do time. Bernardo Silva recuou para o meio-campo.

Com o tempo passando, Simeone sabia que precisava do gol e tentou tornar o time mais perigoso no ataque. Fez três alterações aos 24 minutos. Yannick Carrasco no lugar de Griezmann, Rodrigo de Paul no lugar de Koke e Ángel Correa no lugar de Renan Lodi.

O Manchester City passou a administrar o jogo e tentava segurar o ímpeto do Atlético. O time parecia sentir o nervosismo da ocasião, mas tentava se manter firme, enquanto o Atlético tentava aproveitar o momento.

Vieram mais mudanças. No City, Nathan Aké e Fernandinho entraram nos lugares de Kyle Walker e Bernardo Silva. No Atlético, Luis Suárez e Matheus Cunha entraram no lugar de Lemar e João Félix.

O jogo ficou tenso e a coisa esquentou ao ponto de gerar uma expulsão. Felipe entrou rasgando nos acréscimos e praticamente pediu para ser expulso. O árbitro o atendeu. O jogo virou um empurra-empurra e o árbitro deu nove minutos de acréscimos. O Manchester City foi um pouco Atlético de Madrid: se fechou, em uma formação bastante defensiva, defendendo tudo que podia, gastando tempo e saindo com uma classificação sofrida, mas muito comemorada.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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