Atlético no modo emoção: fez e tomou gol nos acréscimos e arrancou vitória no último lance contra o Porto
Com três gols depois dos 90 minutos, Atlético arranca uma vitória agônica com três gols nos acréscimos que criaram uma alternância de matar torcedores do coração
“Não jogamos bem”, afirmou Diego Simeone nas primeiras palavras após o jogo. Mesmo assim, bem ao seu estilo, o Atlético de Madrid estreou na Champions League com uma vitória. E foi de tirar o fôlego, contra o Porto, em casa. Em um jogo que estava empatado em 0 a 0 até o fim do tempo regulamentar, os Colchoneros abriram o placar já nos acréscimos, sofreram o gol de pênalti e ainda conseguiram arrancar a vitória para lá deus me livre para sair com a vitória por 2 a 1.
O técnico Diego Simeone manteve o time no seu esquema de 3-1-4-2, com Axel Witsel atuando como zagueiro. Ele, aliás, foi muito bem na partida e tem sido um ponto de segurança nessa defesa do time de Madri. Novamente, o ataque foi formado por João Félix e Alvaro Morata, com Antoine Griezmann no banco. O motivo é simples: se ele entrar em campo em mais de 50% dos jogos (é considerado um jogo completo quando ele atua mais de 45 minutos), o Atlético precisa pagar € 40 milhões ao Barcelona. Há negociações em curso para tentar amenizar esse valor. O Barcelona, contando moedas, é reticente.
O Porto entrou em campo em um 4-4-2, fechando bastante os espaços e mostrando que será um competidor voraz no grupo. Embora a atuação não tenha sido brilhante, foi um time que cometeu poucos erros em campo. Mesmo assim, acabou perdendo o jogo em uma loucura de fim de partida.
Por características dos dois times, o jogo foi bastante travado. No primeiro tempo, ninguém conseguiu criar uma chance de gol sequer. Embora o Atlético tenha chutado cinco vezes a gol, só acertou uma. O Porto chutou sete e não acertou nenhuma. E foram os portugueses que foram melhores em campo. Se alguém tivesse que abrir o placar, este seria o Porto, que chegava com mais perigo.
O Atlético de Madrid conseguiu marcar no início do segundo tempo, aos quatro minutos. Em uma jogada na direita, em que Marcos Llorente tocou para Rodrigo De Paul, que cruzou, a zaga tentou afastar e sobrou para Koke finalizar de fora da área e guardar. Só que o gol foi anulado por impedimento de De Paul no lance, verificado pelo VAR.
O segundo tempo trazia um panorama similar. Os dois times tinham dificuldades e o Porto parecia estar mais perto de conseguir marcar do que o Atlético. O tempo passou e, aos 36 minutos, o time português ficou com um jogador a menos após Mehdi Taremi tomou o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um a menos, o jogo se tornaria caótico nos minutos finais.
Normalmente alguns torcedores vão embora antes do apito final. Quem fez isso no estádio Metropolitano, desta vez, perdeu tudo que mais importava no jogo. Primeiro, aos 46 minutos, já nos acréscimos, Mario Hermoso recebeu de Ángel Correa e finalizou. A bola foi travada e encobriu o goleiro Diogo Costa.
Parecia que seria o gol da vitória. Afinal de contas, já estávamos nos acréscimos. Só que ainda houve tempo do Porto ir ao ataque e conseguir um pênalti. Hermoso, justamente quem entrou no segundo tempo e marcou o gol que poderia ser da vitória, usou o braço aberto, a bola tocou e o árbitro apontou a marca de pênalti. Mateus Uribe marcou da marca da cal e empatou o jogo em 1 a 1. Novamente, parecia que era o gol que definiria o resultado, já que passava dos 50 minutos.
Só que ainda havia tempo de mais uma emoção. Em um escanteio conquistado pelo Atlético já com 55 minutos, Reinildo levantou na área, Witsel desviou na primeira trave e Antoine Griezmann, na segunda trave, apareceu para tocar de cabeça para marcar: 2 a 1. Vitória dos Colchoneros, quando o relógio já marcava mais de 10 minutos de acréscimos.
Uma vitória agônica, bem ao estilo Atlético de Madrid. Longe de ser uma grande atuação, mas diante de um concorrente direto, é crucial. Na próxima semana, na segunda rodada, o Atlético visita o Bayer Leverkusen na Alemanha, enquanto o Porto recebe o Club Brugge, em Portugal.



