Champions League

Atlético foi pego no contrapé, mas, com a boa e velha bola parada, arrancou empate da Juve

Quem conhece Maurizio Sarri sabe que seu estilo favorece a posse de bola. Quem conhece Simeone sabe que seus times defendem mais do que atacam. Q quem se agarrou aos rótulos deve ter ficado surpreendido quando, no Wanda Metropolitana, a Juventus anotou dois gols em transições rápidas da defesa para o ataque e abriu 2 a 0. O Atlético de Madrid, porém, conseguiu empatar, graças a um gol no fim de Héctor Herrera: 2 a 2.

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A anomalia nas características mais marcantes dos dois treinadores pode ser creditada em parte ao momento em que eles estão. Simeone tenta, nesta temporada, fazer o seu time se entender um pouco melhor com a bola, tanto que ocupou o campo de ataque trocando passes durante vários momentos da partida. Para fazer os gols, porém, recorreu à velha e poderosa arma da bola parada.

Enquanto isso, ainda não é tão clara a marca de Sarri no time da Juventus, que ase acostumou muito a jogar de uma maneira mais segura e direta sob o comando de Allegri e precisa ainda se adaptar a uma nova realidade.

Foi um jogo de tempos muito distintos, com o Atlético um pouco melhor no primeiro. Foi quem mais levou perigo, especialmente com João Félix. O garoto de ouro quase fez um golaço. Arrancou do meio-campo, movimentando-se em zigue zague para enganar a marcação e, ao primeiro sinal de pressão, já na entrada da área, inventou um toquinho de bico no canto, muito bem defendido por Szczesny. E, com exceção de algumas cabeçadas e chutes de média distância, esse foi o principal lance antes do intervalo.

Um contra-ataque no comecinho da etapa final abriu o jogo. Méritos para brilhante lançamento de Bonucci para Higuaín à esquerda e para o esperto passe rasteiro do atacante argentino para encontrar Cuadrado sozinho no outro lado do gramado. O camisa 21 chegou a reclamar de não receber a bola de volta, mas rapidamente transformou suas emoções em alegria quando viu o colega colombiano acertar a gaveta de Oblak.

O Atlético foi pego de surpresa nessa jogada. Em um primeiro momento, encarou um dois contra dois no contra-ataque. A recomposição até que foi rápida, com outros quatro jogadores recuando, mas não ocorreu a nenhum fechar os espaços de Cuadrado.

O segundo gol também aproveitou um vácuo da defesa colchonera. A linha de quatro do meio-campo tinha apenas três jogadores, e Cristiano Ronaldo aproveitou os espaços pela esquerda e avançar antes de abrir com Alex Sandro. O cruzamento foi preciso para Matuidi, entre os zagueiros, cabecear às redes.

Uma jogada ensaiada em cobrança de falta gerou o primeiro gol do Atlético de Madrid, com Giménez na segunda trave escorando à pequena área, onde Savic apareceu para descontar. E no momento em que o cronômetro se aproximava dos 45 minutos do segundo tempo, Trippier cobrou escanteio, Herrera girou em torno do poste chamado Dybala e empatou.

No fim, graças ao segundo tempo, a principal partida do grupo D acabou sendo bem movimentada e com um resultado de poucas consequências porque os dois times são favoritos destacados para avançar. No confronto direto, que pode decidir o primeiro lugar, a Juventus levou a melhor pelos dois gols marcados fora de casa, mas lamenta ter deixado uma boa vantagem escapar.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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