Champions League

Atlético de Madrid melhorou pouco e tarde demais para salvar sua campanha na Champions

O Atlético de Madrid demonstrou, em seus últimos jogos pela Champions League, sinais da equipe que superou expectativas em edições anteriores. Ganhou da Roma, no Wanda Metropolitana, e saiu na frente contra o Chelsea, em Stamford Bridge. Mas foram apenas sinais, insuficientes, e que chegaram tarde demais. O empate por 1 a 1 com os ingleses e a vitória dos italianos sobre o Qarabag eliminam a equipe de Diego Simeone da competição europeia.

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A estreia foi frustrante para os colchoneros, quando Alisson foi o principal responsável por segurar o 0 a 0 com a Roma. Mas, acima de tudo, a falha da campanha do Atlético foi ter perdido quatro pontos para o Qarabag. Chelsea e Roma foram implacáveis contra a equipe do Azerbaijão, somaram todos os seis pontos e terminaram o grupo com 11. O Atlético fez apenas dois contra o Qarabag e terminou com sete. Esta foi a grande diferença da chave.

A vitória sobra a Roma no Wanda Metropolitana, pela quinta rodada, manteve um fiapo de esperança para os espanhóis, que precisavam derrotar o Chelsea, em Stamford Bridge, e torcer por um tropeço italiano contra o Qarabag. E todo o primeiro tempo, o Atlético de Madrid ficou a um gol de entrar na zona de classificação às oitavas de final, uma vez que a partida do Estádio Olímpico estava empatada em 0 a 0.

Mas quem ficou mais próximo de abrir o placar em Londres foi o Chelsea. Morata teve duas boas oportunidades. Uma da entrada da área, em que recebeu, girou e mandou para fora. E outra de dentro da área, completando jogada de Moses, que foi defendida por Oblak. Apesar da distância curta do arremate, o chute saiu fraco. Zappacosta recebeu de Fàbregas e exigiu uma intervenção fantástica do goleiro esloveno, o melhor colchonero em campo, que também agarrou uma cabeçada perigosa de Christensen.

O Atlético de Madrid levava algum perigo nos contra-ataques, mas não fez Courtois trabalhar nenhuma vez. Aos 11 minutos do segundo tempo, apareceu a grande arma ofensiva que ajudou a levar o clube a duas finais de Champions em tempos recentes: a bola parada. Escanteio cobrado da direita, Torres desviou na primeira trave e Saúl fez 1 a 0. No entanto, pouco antes, Perotti havia marcado o gol que seria o único do triunfo da Roma por 1 a 0 sobre o Qarabag.

Enquanto torcia pelo milagre do empate azeri, o Atlético de Madrid sofria em Stamford Bridge. O volume de jogo do Chelsea era muito maior. Se vencesse, seria um daqueles jogos em que a equipe de Simeone deixa tudo em campo, sofre, se mata e triunfa no coração. Mas essa noção passou rapidamente também. Hazard fez jogada pela esquerda, cruzou e Savic mandou contra as próprias redes, empatando para os ingleses.

Os 15 minutos finais foram de pura pressão do Chelsea. O mesmo Savic desviou um cruzamento de Hazard, e a bola caiu para Morata, cara a cara com o goleiro. Oblak fez uma defesa sensacional. O mesmo Hazard, pegando fogo na partida desta terça-feira, rolou para trás e achou Willian, livre, de frente para o gol, dentro da área. O brasileiro bateu todo torto na bola e isolou. Ainda houve uma bela tabela entre Fàbregas e Batshuayi. O atacante belga buscou o ângulo muito bem e bateu com perigo. Por pouco.

O Chelsea queria a vitória para liderar o grupo, mas não conseguiu. Uma preocupação para Antonio Conte porque, pelas regras, e dando a lógica na quarta-feira, os possíveis adversários das oitavas de final são apenas o Barcelona, o Paris Saint-Germain e o Besiktas. Três dos outros quatro grupos serão certamente liderados por ingleses, e o Liverpool enfrenta o Spartak Moscow, em casa, para confirmar a primeira colocação. O quinto adversário seria a Roma, mas é proibido o confronto entre equipes do mesmo grupo na fase inicial do mata-mata. E o Atlético de Madrid, reagindo tarde demais, disputará a Liga Europa.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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