Champions League

Arsenal amassa o PSV e volta à Champions League em grande estilo

Os Gunners deram um show à sua torcida no retorno à Champions League após seis anos

Foram 19 anos seguidos na Champions League sob o comando de Arsène Wenger, mas o torcedor do Arsenal teve que passar os últimos seis se contentando com a posição de mero espectador. A espera terminou nesta quarta-feira, e o jovem time de Mikel Arteta esteve à altura da ocasião. Simplesmente amassou o PSV, que nem fez uma partida ruim, e goleou por 4 a 0 no Emirates Stadium.

O Arsenal apresentou sua melhor cara. Um futebol ofensivo, leve e divertido, gols bonitos e bem trabalhados, contra um adversário qualificado, que não vem de uma temporada estável, mas havia melhorado desde a virada do ano e começado bem a nova campanha sob o comando de Peter Bosz. Uma declaração de que retornou com a intenção de ficar.

Arsenal dá show

Arteta voltou a escalar Kai Havertz no meio-campo, depois de trocá-lo por Fábio Vieira no fim de semana, e Gabriel Martinelli, que saiu machucado contra o Everton, foi desfalque. Leandro Trossard começou pela esquerda. Depois de alguns minutos de lá e cá sem grandes chances, Odegaard pegou de canhota de fora da área, para boa defesa de Walter Benítez. Bukayo Saka apareceu para pegar o rebote e abriu o placar.

O PSV foi perigoso no ataque de vez em quando. O promissor ponta Johan Bakayoko exigiu uma intervenção de David Raya de fora da área, sem sustos, mas foi um válvula de escape importante. O problema é que o Arsenal era perigoso toda vez que chegava, como em um cruzamento de Saka, aos 11 minutos, que Gabriel Jesus não desviou para dentro por pouco.

Os holandeses pediram pênalti em um toque de mão de Zinchenko, em outra chegada de Bakayoko pela direita, mas a checagem rápida do VAR mandou seguir.

A entrada da área era um foco de preocupação para o PSV. Odegaard recebeu de Zinchenko e exigiu defesa em dois tempos de Benítez. Jesus quase chegou para o rebote. O brasileiro, aliás, fez uma grande partida. Aos 20 minutos, interceptou no meio-campo, puxou o contra-ataque e abriu na direita. Saka encontrou Trossard – na entrada da área – e um belo chute colocado no canto levou o placar a 2 a 0.

Jesus fez o pivô para Havertz dominar e bater por cima, e depois invadiu a área pela direita, cortou para dentro e parou em boa defesa de Benítez. O atropelamento dos donos da casa ganhava mais ritmo. O próprio Jesus, girando e batendo pelo alto, foi novamente frustrado pelo goleiro argentino. O PSV havia parado de ameaçar, com exceção de uma cabeçada meio perigosa de Armel Bella-Kotchap.

A partida efetivamente acabou aos 37 minutos, quando Zinchenko recebeu o lançamento pela esquerda e fez o cruzamento preciso para Gabriel Jesus, que dominou e soltou o pé para fazer 3 a 0.

O PSV nem conseguiu pressionar muito pelo gol de honra no segundo tempo, com apenas três finalizações, nenhuma nos 25 minutos finais. Enquanto Arteta rodava o seu elenco, Odegaard fechou a noite com chave de ouro. Recebeu de Reiss Nelson, abriu para a perna esquerda e soltou um míssil rasteiro, sem chance para Benítez. Mais um belo gol.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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