Champions League

Após mais uma atuação fraca, a pressão apenas cresce sobre o Manchester United

A Champions League não serviu para aplacar a crise do Manchester United. Em casa, o time de José Mourinho, que na última semana escancarou uma relação desgastada com Paul Pogba e precisou lidar com especulações de que Zinedine Zidane estaria prestes a assumir o seu emprego, ficou no 0 a 0 com o Valencia, em Old Trafford, chegando a quatro jogos sem vitória.

O lado positivo: a defesa funcionou ligeiramente melhor do que na derrota por 3 a 1 para o West Ham ou no empate por 2 a 2 com o Derby County. No entanto, apenas ligeiramente porque o fato de David de Gea não ter sido vazado pode também ser creditado ao desperdício espanhol no campo de ataque, principalmente às decisões equivocadas tomadas por Gonçalo Guedes.

E o ataque continua pecando de mais em criatividade. Alexis Sánchez não passa de uma sombra do que foi no Arsenal, Marcus Rashford demonstra o desejo de se tornar o jogador que pode ser antes de realmente sê-lo e erra por ansiedade, e Paul Pogba teve uma noite para se esquecer. Das 18 finalizações dos donos da casa, apenas quatro foram ao gol de Neto e uma bateu no travessão.

Os momentos iniciais dos dois tempos foram os melhores do United, talvez pela empolgação, mas gradualmente o Valencia tomava conta do meio-campo e ameaçava principalmente em contra-ataques. Sintomático que os momentos de maior perigo tenham surgido em cobranças de falta, uma de Pogba bem defendida por Neto, outra de Rashford no travessão.

Guedes teve uma excelente temporada pelo Valencia e uma Copa do Mundo muito ruim por Portugal. O clube espanhol, porém, gastou alto para manter o jovem em seu elenco, e ele realmente parece ter qualidade. No entanto, ainda toma decisões muito erradas e parece se desconcentrar, como em um momento em que poderia arrancar do meio-campo, sem marcação, e correu sem carregar a bola.

Mas foi dele a maioria das ações ofensivas do Valencia, geralmente voando pela ponta esquerda, nas costas de Valencia (o jogador, não o clube). Houve finalizações características, aquelas colocadas que buscam o ângulo, passando perto, e algumas chegadas em que ele poderia ter criado muito perigo se tivesse acertado o passe. A melhor situação caiu aos pés de Batshuayi, que mandou por cima do travessão.

A temporada do Manchester United é muito ruim até aqui. São apenas quatro vitórias: a estreia da Premier League contra o Leicester e três seguidas diante de Burnley, Watford e o Young Boys, pela Champions League. Entre elas, há derrotas para Brighton e West Ham, uma pesada para o Tottenham, uma eliminação para o Derby County na Copa da Liga Inglesa e empates contra Wolverhampton e Valencia. É o pior começo de Campeonato Inglês dos Red Devils em 29 anos, e nem a Champions apareceu para aliviar um pouco da pressão gigantesca sobre os ombros de José Mourinho.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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