Champions League

Apesar do susto, Bayern teve a atuação que precisava depois de sequência ruim

O Bayern de Munique passou por uma sequência incomum de resultados ruins para um clube desse tamanho. Foram três jogos seguidos sem vencer, com derrota para o Atlético de Madrid, pela Champions League, e dois empates com Colônia e Eintracht Frankfurt, pela Bundesliga. Nesta terça-feira, precisava de uma atuação segura, para afastar as desconfianças, e de uma vitória com autoridade contra o PSV. Conseguiu: ganhou por 4 a 1, na Allianz Arena, e chegou a seis pontos no Grupo D da competição europeia.

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Os bávaros não foram incríveis como podem ser, mas se impuseram contra um adversário que esboçou complicar a vida do dono da casa em alguns momentos do jogo. Levou um susto entre o fim do primeiro tempo e o começo do segundo, quando o PSV descontou o placar para 2 a 1 e teve chances para empatar. No entanto, a partir do terceiro gol, marcado por Lewandowski, a sensação em Munique era de que estava tudo definido. O Bayern ainda fez o quarto nos minutos finais.

O time de Ancelotti começou com tudo, sem dar chance ao azar. Müller, Robben e Alaba tiveram chances nos primeiros dez minutos, até o atacante alemão abrir o placar, aos 13, em uma jogada que exigiu tanta esperteza de Robben quanto desatenção da defesa do PSV. O holandês cobrou escanteio quase rasteiro direto para Müller, que estava desmarcado na primeira trave. Não havia ninguém bloqueando o trajeto. Ele bateu duas vezes para fazer 1 a 0.

O Bayern de Munique acertou a trave, na sequência, e ampliou o placar, aos 20 minutos, em jogada de Alaba pela esquerda. O lateral esquerdo cruzou alto e achou Kimmich, na segunda trave. O meia alemão está em uma fase espetacular: marcou seu sétimo gol e segue vice-artilheiro do clube nesta temporada.

A vitória parecia encaminhada, mas o Bayern desligou-se no fim do primeiro tempo. Pereiro chegou a marcar em posição de impedimento antes de Narsingh fazer um belo gol para descontar, avançando pela direita em contra-ataque e batendo cruzado, no alto. A bola ainda bateu na trave antes de morrer no fundo das redes. Nos primeiros dez minutos da etapa final, o PSV teve duas boas chances de igualar o marcador, com Luuk De Jong, de cabeça, e Gastón Pereiro, que recebeu livre entre os zagueiros. Neuer defendeu bem.

Antes que a situação ficasse complicada, Robben resolveu. Arrancou pela direita, cortou dois defensores dos holandeses com sua habilidosa perna esquerda – sim, sim, naquela jogadinha manjada que ninguém consegue parar – e chutou. Zoet deu rebote, e Lewandowski conferiu. Aos 38 minutos do segundo tempo, Thiago deu um passe lindo por cobertura para Robben, de cabeça, fechar o placar.

O Bayern de Ancelotti lidera a Bundesliga e deve se classificar sem sustos na Champions League. O mínimo que se espera do clube, mas, pelo menos em resultados, não vem sofrendo tanto com a transição de um trabalho para o outro. No entanto, ainda não encanta.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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