Champions League

Apenas a desorganização defensiva do Real Madrid deu alguma emoção à goleada sobre o Legia

O que esperar do encontro entre o atual campeão europeu e um time que passou 21 anos sem disputar a fase de grupos da Champions League? Uma goleada do primeiro, ainda mais jogando em casa, não seria nada mais do que o natural. Mas até que a vitória do Real Madrid por 5 a 1 sobre o Légia Varsóvia teve alguma emoção durante o primeiro tempo, graças à desorganização defensiva do time de Zinedine Zidane.

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Não se trata de um problema exatamente novo. O Real Madrid sofreu pelo menos um gol nos últimos seis jogos da temporada. E não enfrentou apenas grandes esquadrões: com exceção de Borussia Dortmund e Villarreal, jogou contra Las Palmas, Eibar, Bétis e agora Légia Varsóvia. O início da série negativa coincide com a lesão de Casemiro, o maior ladrão de bolas da equipe e ponto de equilíbrio do meio-campo. Por mais que o brasileiro seja importante, no entanto, Zidane deveria ser capaz de encontrar uma solução para minimizar sua ausência.

O meio campo teve Kroos, James Rodríguez e Asensio, com Kovacic e Isco, titulares nas últimas duas partidas do time, no banco de reservas. Talvez impulsionado pelo tamanho do favoritismo, o Real Madrid partiu para cima do Légia Varsóvia sem dar muita atenção à retaguarda. Deixou espaços que os poloneses souberam explorar nos contra-ataques. O primeiro tempo foi anárquico, principalmente até os 16 minutos, quando os espanhóis abriram o placar.

Foi um quarto de hora com um surpreendente lá e cá, em que o Légia Varsóvia chegou até mais perto de abrir o placar, quando Ofoe mandou um chute cruzado na trave de Keylor Navas. Antes, Jodlowiec já havia surgido livre dentro da área e parado em uma defesa com o pé do goleiro costarriquenho. O Real Madrid também criou suas chances, mas só conseguiu marcar em jogada individual de Bale, que entrou na área pela direita, puxou para a canhota e bateu colocado, com uma simplicidade assustadora.

Três minutos depois, Jodlowiec desviou um chute da entrada da área de Marcelo, e parecia que o Real Madrid já caminhava tranquilamente para mais uma daquelas vitórias tranquilas na fase de grupos da Champions League. Mas a defesa voltou a faquejar. Mais especificamente, o brasileiro Danilo, que cometeu pênalti em Rodovic. O próprio Rodovic cobrou e descontou. Pouco antes de Marco Asensio aproveitar o trabalho de pivô de Cristiano Ronaldo e fazer 3 a 1, o Legia perdeu outra grande oportunidade, com Kucharczyk, livre dentro da área.

O intervalo serviu para Zidane corrigir, na prancheta ou no grito, a desorganização defensiva do Real Madrid, e o segundo tempo passou sem muitas emoções, até Lucas Vázquez fazer um belo gol, completando de primeira um cruzamento de Morata. O próprio Morata ainda fez 5 a 1, após bela assistência de Cristiano Ronaldo, que não colocou bolas na rede, mas contribuiu com dois bons passes para gol.

O resultado foi ótimo para o Real Madrid. Fez o que se esperava dele. A quantidade de sustos que levou durante o primeiro tempo, no entanto, preocupa, ainda mais dentro do contexto de seis jogos seguidos levando pelo menos um gol. O técnico Zidane tem trabalho pela frente.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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