Champions League

Antes de tudo, é preciso vencer, e a Juventus soube bater o Dortmund em Turim

As oitavas de final da Champions League têm costumado ser bem previsíveis, mas o confronto entre Juventus e Borussia Dortmund prometia algo diferente. Com os dois times em situações opostas dentro dos seus campeonatos nacionais – italianos liderando com folga e alemães na parte de baixo da tabela -, o duelo era de dois times cheios de diferenças, mas com forças equivalentes. Em casa, a Juventus sabia que precisava vencer. O placar era o de menos. Os 2 a 1 conseguidos no Juventus Stadium dão uma vantagem, mesmo que pequena, aos biaconeri, que terão a possibilidade de ao menos empatar na volta no estádio Signal-Iduna Park, no dia 18 de março.

A Juventus começou o jogo como se esperava: pressionando para tentar abrir vantagem. E conseguiu o gol relativamente cedo, graças a um gol de Tevez que contou com um erro do goleiro Roman Weindenfeller, que deu rebote em um chute fraco de Morata e o argentino aproveitou para conferir, logo a 13 minutos.

O gol, claro, deixou a Juventus empolgada, mas o Dortmund aos poucos igualou o jogo. E graças a um erro de Chiellini, que escorregou na frente de Reus, alcançou o empate em 1 a 1. A partir dali, o Dortmund foi melhor, passou a ter mais posse de bola. Os dois times perderam jogadores importantes. O Dortmund acabou perdendo o lateral direitoLukasz Piszczek e entrou o zagueiro Matthias Ginter. A Juventus teve uma baixa ainda mais grave. Andrea Pirlo deixou o campo machucado e entrou Roberto Pereyra. Só que o talento acabou ajudando a Juventus. Tevez abriu para Pogba cruzar rasteiro e Morata completou para o gol, marcando 2 a 1 aos 43 minutos. Um gol crucial.

Enquanto alguns se preocupavam com gol fora de casa, a Juventus sabia que precisava se preocupar com a vitória. A matemática torta dos detratores do gol fora de casa como critério de desempate leva alguns a acharem que é melhor empatar sem gols em casa do que vencer. Uma lógica que a matemática costuma castigar. Vencer é o fundamental e o time de Turim jogou para isso.

Cautelosa, a Juventus tentava atacar sem se expor demais, mas continuava tendo chances, como um chute de fora da área de Tevez, que Weindenfeller mandou para escanteio. Mesmo com menos posse de bola, a Juventus jogava se defendendo bem, dando poucos espaços e tentando atacar com qualidade. No fim do jogo ainda perdeu uma excelente oportunidade com Vidal, em uma tabela com Tevez. Um gol que deixaria a situação ainda melhor para os italianos. Soube controlar o jogo sem a bola, o que é um grande mérito. Quem precisava jogar era o Dortmund, que tentou, mas não conseguiu. A Juventus pode não ser um time brilhante e encantador, mas é eficiente e, desta vez, conseguiu fazer isso também na Champions League, como não conseguiu na temporada passada.

Em Dortmund, a história será outra. O Borussia Dortmund e Jürgen Klopp não é só forte, é um time que pressiona a saída de bola e deixa o adversário em sérias dificuldades. Não por acaso o Real Madrid sofreu quando jogou por lá na temporada 2012/13, sofrendo uma goleada por 4 a 1. Naquele ano, o Dortmund foi à final, mas acabou derrotado pelo rival Bayern.

A Juventus precisará de ainda mais força defensiva e possivelmente não terá perdão se errar. Assim como o futebol do time que comanda, o técnico Massimiliano Allegri não é nenhum gênio do banco de reservas, mas seus times costumam ao menos dar trabalho quando o assunto é Champions League. Com um Milan cambaleante, alcançou as quartas de final e sempre chegava ao menos até as oitavas em seus anos no comando do time. Agora, precisará de mais. Quartas de final é o objetivo mínimo e passar pelo Dortmund na Alemanha será um teste duro. Um teste que o time de Klopp estará ansioso para complicar e mostrar sua força e sua recuperação na temporada.

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Equipe Trivela

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