Champions League

A sequência de defesas de Oblak se grava como uma das mais fantásticas já vistas na Champions

A cada ano, Jan Oblak se afirma mais entre os melhores goleiros do mundo. O esloveno já tinha feito uma temporada excepcional em 2015/16, quando suas atuações magníficas contra o Bayern de Munique valeram a vaga na final da Liga dos Campeões, ainda que os pênaltis contra o Real Madrid tenham deixado uma má impressão em quem não acompanha seu futebol. No entanto, a derrota já faz parte do passado do goleiro. E, mesmo afastado do time entre dezembro e fevereiro, lesionado, o camisa 13 reforça o seu papel no elenco de Diego Simeone. A classificação às quartas de final da Champions veio com o brilho de Oblak. Deixou como legado uma sequência de defesas maravilhosas, daquelas que serão incluídas nos clipes de melhores da história da competição. E com justiça.

Difícil dizer qual momento de Oblak foi mais impressionante no lance. Primeiro, precisou fechar o ângulo de Julian Brandt, que partia sozinho. O alemão carimbou o seu peito. Depois, no rebote, Kevin Volland ficou com a meta aberta. Pois o goleiro se jogou e salvou com a cara. E ainda teve que se recuperar mais uma vez, demonstrando toda a sua elasticidade para espalmar o novo arremate de Volland. Por fim, contou com uma pitada de sorte, na finalização de Chicharito Hernández que passou ao lado da trave.

Nos minutos posteriores, Oblak voltou a trabalhar bem, mas não de maneira tão impressionante. Segurou o 0 a 0 no placar. E cabe destacar que não foi o único arqueiro a brilhar na noite. No final do primeiro tempo, Bernd Leno também operou os seus milagres, especialmente em chute de Ángel Correa, que desviou com a ponta dos dedos. Dois goleiraços, que não tem tanto marketing quanto alguns colegas de posição, mas merecem muita consideração.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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