Champions League

A Juventus venceu o City outra vez e deverá jogar os ingleses aos leões

Definitivamente, a Juventus vive uma crescente na temporada. Subindo na tabela da Serie A, a Velha Senhora assegurou também a classificação para os mata-matas da Champions League. E com uma vitória que vale não apenas para a matemática, como também ao moral do elenco. Os bianconeri passaram sufoco em alguns momentos em Turim, mas, assim como já tinham feito no Estádio Etihad, bateram o Manchester City. Triunfo por 1 a 0, que serviu para ressaltar algumas das virtudes que a equipe recupera. E que também aproxima os italianos do primeiro lugar do grupo: basta um empate contra o oscilante Sevilla, na última rodada, para fugir dos adversários mais fortes na próxima fase. Azar dos Citizens.

A partida começou com boas chances para os dois lados. Mandzukic e Fernandinho perderam a oportunidade de abrir o placar. Entretanto, Paul Pogba já dava mostras que seria um dos destaques da noite, chamando a responsabilidade para si e desnorteando a zaga inglesa. Até que, a partir de uma jogada sua, a Juve inaugurou o marcador aos 18 minutos. O francês abriu com Alex Sandro na ponta esquerda, que cruzou a Mandzukic. Os Citizens reclamaram de falta do croata, mas nada que o árbitro tenha marcado. Na pequena área, ele fuzilou Joe Hart.

Diante da desvantagem, o City viu a Juventus crescer e quase marcar o segundo gol antes do intervalo, com Hart salvando a nova tentativa de Manduzkic. Enquanto isso, Pogba mandava no meio-campo. Só na volta do intervalo é que os ingleses apresentaram novamente uma postura contundente, ameaçando bastante aos oito minutos. A cabeçada de Fernando, no entanto, parou em ótima defesa de Buffon.

A entrada de Morata deu novo gás à Juventus, substituindo justamente Mandzukic. E o espanhol, herói no primeiro duelo com os Citizens, quase ampliou. Em sua primeira jogada, encobriu Hart e ficou a centímetros das redes. Na sobra, Sturaro ainda carimbou a trave. Já na sequência da partida, os bianconeri passaram a apresentar uma postura mais controlada, dando a posse de bola ao City. Pressão inútil, que resultou em poucas chances concretas, enquanto Hart evitava o pior nos perigosos contragolpes italianos – e em uma dessas, sofreu uma lesão muscular e precisou ser substituído. Do outro lado, os visitantes só tiveram uma chance real de empatar. E ela acabou incrivelmente desperdiçada por Sterling.

Ainda em reconstrução, a Juventus apresentou solidez defensiva razoável, qualidade nos arremates e ainda um diferencial individual, sobretudo no primeiro tempo. Virtudes que ajudam a justificar a liderança dos bianconeri no Grupo F. Graças à vitória, o time ultrapassou o já classificado City e, com a vantagem no confronto direto, só precisará empatar na visita à Espanha contra o Sevilla para terminar no primeiro lugar. Enquanto isso, os Citizens se preparam para o pior.

Ganhar do Borussia Mönchengladbach no Estádio Etihad pode não ser dos maiores problemas para o Manchester City. Mas, diante do histórico negativo do clube na Liga dos Campeões, o medo vem para depois, com a segunda colocação. A não ser que deem sorte, os ingleses podem esperar alguma das grandes equipes do continente pela frente. E, em um momento que não é favorável, serão testados no nível mais difícil desde o início dos mata-matas. Precisarão mostrar a qualidade que não vêm jogando na Premier League e que nunca jogaram na Champions.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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