Champions League

A final da Champions feminina resgatou um antigo gigante da Alemanha Oriental

Os noticiários deram pouca importância ao jogo. Mas saiba que esta quinta foi dia de decisão da Liga dos Campeões. Não, Barcelona e Juventus não anteciparam o duelo no Estádio Olímpico de Berlim. O que rolou foi o encerramento da versão feminina do torneio mais importante da Europa, também com uma final na capital alemã. E a partida coroou o Frankfurt com seu quarto título continental. Sob os olhares de Angela Merkel nas tribunas, as alemãs bateram o endinheirado Paris Saint-Germain, com a atacante Mandy Islacker definindo a vitória por 2 a 1 aos 47 do segundo tempo. Decisão que serviu também para resgatar um gigante adormecido: o Estádio Friedrich-Ludwig-Jahn, antiga casa da seleção da Alemanha Oriental.

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É de praxe a organização da final da Champions feminina em estádios menores da cidade que receberá o duelo entre os homens. Desta vez, a Uefa optou pelo histórico local do lado oriental de Berlim. Com capacidade para 30 mil espectadores, o Friedrich-Ludwig-Jahn é o segundo maior palco do futebol na capital alemã, atrás apenas do Estádio Olímpico. Embora não conte mais com a seleção alemã-oriental, o local segue abrigando o tradicional Dynamo Berlim, antiga potência do futebol no leste, que atualmente disputa a quarta divisão da Bundesliga.

O terreno onde o Friedrich-Ludwig-Jahn foi erguido já era usado para a prática esportiva desde o Século XIX, época em que o campo sediava até mesmo as partidas do Hertha Berlim. Mas apenas após a divisão da Alemanha, ao final da Segunda Guerra Mundial, é que nasceu o projeto de um estádio de grandes proporções. A principal praça esportiva da Alemanha Oriental, inaugurada em 1952.

A seleção alemã-oriental costumava mandar seus amistosos e jogos por eliminatórias no Friedrich-Ludwig-Jahn, que também recebia as partidas do Dynamo Berlim, incluindo em suas recorrentes participações nos torneios continentais. Após a reunificação, o estádio permaneceu utilizado principalmente para shows e outros eventos esportivos. A final da Champions feminina, no entanto, ajudou bastante na recuperação do estádio. Para receber a partida, foi bancada uma reforma de € 1,5 milhão na construção.

E o futuro do Friedrich-Ludwig-Jahn é promissor. O estádio deve ser incluído como sede alternativa dos Jogos Europeus de Atletismo de 2018, assim como deve fazer parte da potencial candidatura de Berlim às Olimpíadas. Há mesmo a discussão sobre a reconstrução do estádio pelo poder público da capital. Novos ares que, de certa forma, as mulheres de Frankfurt e PSG ajudaram a levar ao velho gigante.

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Equipe Trivela

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