Champions League

A falta de gols do Real Madrid começa a preocupar e o CSKA aproveita erro de Kroos para vencer

O Real Madrid entrou em campo com um time com muitos reservas. No gol, Keylor Navas saiu jogando, ao invés de Thibaut Courtois, que vinha sendo titular na liga espanhola. A linha defensiva tinha Dani Carvajal e Raphäel Varane como titulares, mas o primeiro teve que deixar o gramado, machucado, ainda no final do primeiro tempo. No mais, formaram a defesa Nacho Fernández como outro zagueiro e Sergio Reguilón na lateral esquerda.

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No meio-campo, Toni Kroos, Casemiro e Dani Ceballos foram escalados, com Marco Asensio, Lucas Vázquez e Karim Benzema no ataque. Portanto, sem Luka Modric, que começou no banco, e Gareth Bale, que sequer foi relacionado. Vinícius Júnior, por sua vez, esteve no banco de reservas, mas não entrou na partida.

Logo a dois minutos de jogo, o Real Madrid deu uma bobeada monstruosa e quase inexplicável. Toni Kroos, normalmente exaltado pela sua precisão de passes, tocou mal para trás, Nikola Vlasic interceptou a bola, avançou e tocou para marcar 1 a 0. Uma surpresa e um gol que, claro, condicionou muito o jogo no estádio Luzhniki.

Como esperado, o Real Madrid ficou com a bola, tocando, tocando, tocando e tocando um pouco mais. Tentou pressionar o quanto pôde. Com um jogo de muita posse de bola, mas muito insosso, foram 24 chutes a gol do Real Madrid, sendo quatro no alvo. Sim, você leu certo: só quatro dos 24 chutes acertaram o alvo. Três bolas na trave e outros 16 chutes para fora. Benzema foi o que mais vezes tentou: cinco vezes. Não acertou nenhum chute no gol.

Se na temporada passada o Real Madrid teve muitos jogos arrastados que acabaram decididos por Cristiano Ronaldo, desta vez o time não tem o português para salvar a lavoura. Quem tem assumido o papel de protagonista é Gareth Bale, que não estava em campo. Luka Modric, no banco, teve que ser chamado para entrar na segunda etapa, logo a 13 minutos, entrando no lugar de Casemiro. Entrou também Mariano Díaz no lugar de Lucas Vázquez.

A pressão foi grande, é verdade, mas a qualidade das chances do Real Madrid foi baixa. Benzema, que tinha ido bem em muitos jogos até aqui na temporada, lembrou mais o que vimos nas últimas temporadas: apagado, conseguindo participar pouco do jogo. O alto número de jogos e a baixa eficácia certamente lembra de Cristiano Ronaldo, que se tornou uma máquina de marcar gols.

Foi o terceiro jogo seguido do Real Madrid sem marcar gols. Perdeu por 3 a 0 para o Sevilla, empatou em 0 a 0 com o Atlético de Madrid e agora perde por 1 a 0 do CSKA Moscou. São 74 chutes a gol desde a última bola na rede do Real Madrid. É a primeira vez desde 2007 que o time passa três jogos seguidos sem marcar gols, o que chama a atenção.

A situação no grupo não é nenhum problema, ainda mais porque o time tinha vencido a Roma com facilidade na primeira rodada. A preocupação do Real Madrid no momento é mais em relação ao que o time pode apresentar em um momento que enfileira jogos ruins. Para o CSKA, uma vitória surpreendente e muito importante pensando em classificação. Nas duas próximas rodadas, o time enfrenta a Roma, dentro e fora de casa, enquanto o Real Madrid enfrentará o time mais fraco do grupo, Viktoria Plzen. Os merengues têm tudo para se recuperarem com duas vitórias. CSKA e Roma podem definir qual será o papel de cada uma nesses dois confrontos. Será quase um mata-mata dentro da fase de grupos.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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