Europa

Chamar de “épico” é pouco para a classificação histórica do AEK à final da Copa da Grécia

O relógio beirava o fim dos cinco minutos de acréscimos apontados pelo árbitro. O AEK Atenas vivia de seus últimos suspiros na semifinal da Copa da Grécia, esperando que um raio enviado por Zeus tomasse o gramado do Estádio Olímpico. Poderia ser o goleiro Vasilios Barkas, já entre os desesperados dentro da área para a cobrança de escanteio prestes a acontecer? Dmytro Chygrynskiy, reerguendo sua carreira nos aurinegros? Sergio Araujo, um dos projetos frustrados de “novo Messi” que virou ídolo no clube ateniense? Foi Lazaros Christodoulopoulos, um dos símbolos na reconstrução do AEK. O herói que saíra pouco antes do banco. E, quando se implorava por qualquer canelada que botasse a bola para dentro, ele teve a petulância de matar no peito e emendar o voleio um tanto quanto espírita. De marcar um golaço, antológico por si, mas que garantiu a vaga na final durante o último minuto.

Líder do Campeonato Grego, o AEK Atenas tenta também a dobradinha na Copa da Grécia. Sua tarefa, todavia, tinha ficado mais difícil depois que perdeu o jogo de ida das semifinais para o Larissa, fora de casa, por 2 a 1. Os aurinegros contariam com a força de sua torcida no Estádio Olímpico para a volta, realizada nesta quarta. Mas construir o placar esteve longe de seu alcance durante a maior parte do tempo. Os visitantes seguravam o 0 a 0. E, ainda que um gol bastasse para a classificação, os atenienses só visualizaram a solução quando Christodoulopoulos saiu do banco. Quando, com seu voleio genial, ele determinou a vitória por 1 a 0 e a comemoração.

A final será um acréscimo à noite que já fica na história do AEK Atenas. Ainda assim, será uma decisão explosiva. Os atenienses enfrentam o PAOK, que eliminou sem grandes problemas o Panionios do outro lado da chave. Justamente seu principal concorrente pelo Campeonato Grego e contra o qual os aurinegros viveram uma polêmica partida há poucas semanas – na qual o dono dos tessalonicenses entrou em campo com uma arma após ver um gol de seu time anulado. Não poderia haver melhor revanche.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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