Cazorla: “Não duvidem de nós por causa de dois empates”
A série de dois empates da Espanha diante da França e da Finlândia nas eliminatórias para a Copa de 2014 custou a liderança na chave I. Com oito pontos, a Fúria ficou para trás de Les Bleus, que somaram o décimo ao vencer a Geórgia. A queda de rendimento na competição não preocupa Santi Cazorla, um dos destaques da seleção que acumula os dois últimos títulos da Eurocopa e o da Copa do Mundo.
O meia do Arsenal comentou entre outras coisas sobre o erro que é subestimar a Espanha, atualmente a força mais competente no futebol mundial. Assim como o Barcelona reagiu na Liga dos Campeões diante do Milan, uma volta por cima da Roja não está descartada: “Quem quer que pense que este é o fim, se equivoca. Não faz sentido nenhum duvidar desta seleção por dois empates. Hoje em dia no futebol, qualquer time pode empatar um jogo e nem por isso precisa falar em uma transição. Temos a mesma vontade e gana de obter êxito. Não precisamos considerar o fim”, enfatiza Cazorla.
Analisando friamente o duelo diante da Finlândia, Santi comenta que não foi a falta de foco que causou o empate em Gijón, na sexta-feira. Os finlandeses são os lanternas da chave e deram trabalho para os mandantes, que ficaram inconformados. “Contra a Finlândia não deixamos escapar os dois pontos por ter a cabeça no jogo ante a França. Cometemos erros pontuais nas duas partidas e isso nos custou quatro pontos. São jogadas que podemos fazer melhor e trabalhá-las de outra forma. Teremos de aprender com elas e saber que de agora em diante, não podemos mais cometer os mesmos deslizes. É importante que saibamos onde cada falha ocorre. Se tem algo em que esta seleção não é carente são as peças de reposição, as variantes.”
Mesmo com a posse de 80% diante da Finlândia, a Fúria conseguiu marcar apenas uma vez. Cazorla acrescentou que dominar a bola não deve ser a maior preocupação da equipe. “É difícil jogar contra adversários na retranca. Precisamos apresentar mais propostas diferentes. Toda a posse que tivemos em Gijón terá de ser melhor aproveitada diante da França. Será um jogo distinto.”



