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Calcanhar de Marlos e assistências de Taison: o show dos brasileiros em Gelsenkirchen

Após o empate sem gols no jogo de ida na Ucrânia, a expectativa era de que, em Gelsenkirchen, o Schalke 04 passasse pelo Shakhtar Donetsk, por mais difícil que pudesse ser o confronto. Na prática, no entanto, os ucranianos mandaram para o espaço essa suposta vantagem que os alemães teriam por jogar em casa. Mais precisamente, uma dupla de brasileiros: Taison e Marlos. O primeiro, com o título de garçom do dia, ao dar duas assistências, e o segundo, com um belo gol de calcanhar, ajudando a definir a vitória por 3 a 0 da equipe de Mircea Lucescu.

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Marlos foi o primeiro a fazer a diferença a favor do Shakhtar. O rápido contra-ataque dos visitantes, aos 27 minutos do primeiro tempo, fluiu facilmente, e o ex-jogador do São Paulo concluiu a jogada veloz com um toque sutil e leve, de calcanhar, girando o corpo, para abrir o placar.

Aos 18 minutos da segunda etapa, Joel Matip, zagueiro que já está acertado com o Liverpool para a próxima temporada, cometeu falha feia na frente de Taison, e o veloz meio-campista não perdoou. Encontrou seu espaço ao redor do defensor e cruzou para o argentino Facundo Ferreyra fazer 2 a 0.

Por fim, aos 32 minutos, Taison puxou uma arrancada impressionante de contra-ataque, partindo do limite do primeiro terço do campo, em sua própria defesa, e soltando a bola apenas para deixar Kovalenko em condições boas para marcar e fechar a vitória em 3 a 0.

Se na Champions League o Shakhtar deu o azar de cair em um grupo com vencedores óbvios em Real Madrid e Paris Saint-Germain, na Liga Europa essa equipe de diversos talentos individuais, sobretudo brasileiros, ainda é capaz de causar uma boa impressão, e o show brasileiro na Alemanha foi um ótimo indício de que dá para esperar isso do clube caso consiga seguir avançando na competição.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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