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Brasileiro sofre racismo na Romênia e sai de campo chorando

O atacante brasileiro Wellington viveu uma situação terrível na Romênia neste sábado. O jogador do Concordia Chiajna sofreu com ofensas racistas dos torcedores, que mostraram uma banana e imitaram macaco nas arquibancadas. Quando foi reclamar com o árbitro, ainda tomou cartão amarelo.

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Wellington acusou os torcedores de jogarem uma banana na sua direção e as imagens da TV local mostraram alguns torcedores do time imitando um macaco, além de proferirem ofesas racistas ao brasileiro. O jogo, que terminou 0 a 0, foi muito tenso e teve 10 cartões amarelos.

“É incrível o que aconteceu… Minha mulher e meu filho estavam na arquibancada”, disse Wellington. “Eu queria sair do campo, eu não sou um macaco”, continuou. “Eu disse ao árbitro [sobre o que aconteceu] e ele me deu um cartão amarelo”, reclamou ainda o brasileiro, que chorou quando acabou a partida. “Quem fez isso são idiotas, eu espero que a federação faça algo a respeito”, declarou ainda o jogador.

O comportamento dos torcedores é lamentável, mas o técnico do Rapid Bucareste, Marian Rada, que estreou sua sexta passagem pelo clube nesta partida, parece não ter entendido a gravidade da situação. Depois do jogo, ele fez declarações bastante infelizes.

“Ele estava chorando? Vocês não vêem o que acontece nos cinemas? Talvez Wellington devesse chorar porque ele não marcou gol”, disse Rada. “Como podemos saber se foi um torcedor do Rapid? Talvez uma banana tenha apenas escapado da mão de alguém nas arquibancadas”, disse o treinador.

A polícia romena ainda afirmou que foi aberta uma investigação porque um torcedor do Rapid Bucareste entrou no estádio em Chiajna com uma bandeira com símbolos nazistas impressos. A polícia ainda afirmou que irá usar imagens da TV para identificar os torcedores. Se condenados, os torcedores podem pegar de seis meses a cinco anos de prisão”.

Na tabela do Campeonato Romeno, o Concordia é o 14º, com nove pontos em 10 jogos. O Rapid Bucareste tem os mesmos nove pontos, uma posição à frente.

Vale lembrar que o Steua Bucareste teve parte do seu estádio fechado depois de um comportamento racista da sua torcida em jogos da fase preliminar da Champions League, em julho.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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