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Na Dinamarca, dinheiro não é garantia de resultado

Os três elencos mais caros do Campeonato Dinamarquês ocupam as últimas três posições após oito rodadas. O atual campeão Kobenhavn (€ 24,5 milhões) e o Nordsjaelland (€ 14 milhões) representaram o país recentemente na fase de grupos da Liga dos Campeões e, junto com o Brondby (€ 14,2 milhões), conquistaram 12 das últimas 13 ligas nacionais.

O Nordsjaelland, com cinco pontos, é o lanterna, mas joga nesta segunda-feira contra o líder Midtjylland e pode sair da zona de rebaixamento e até ultrapassar o nono colocado Sonderjysk no saldo de gols. Acima dele, está o Brondby, com seis, e na sequência aparece o Kobenhaven, com sete.

Debandada

O Brondby ganhou 10 vezes o Dinamarquês, mas ninguém conhecia direito o modesto Nordsjaelland até o inédito título nacional de 2011/12, que garantiu ao time o direito de jogar a fase de grupos da Liga dos Campeões na temporada seguinte. A equipe pouco conseguiu fazer contra equipes fortes como Juventus, Shakhtar Donetsk e Chelsea e somou apenas um ponto – empate com os italianos, em casa.

O segundo lugar no Campeonato Dinamarquês em 2012/13 deu nova oportunidade ao clube de jogar a Champions League, mas desta vez a equipe caiu na terceira fase preliminar, levando de 6 a 0 do Zenit no placar agregado.

O principal motivo para o péssimo início de temporada do Nordsjaelland é justamente o êxodo de jogadores. O principal atleta a deixar o clube foi o zagueiro dinamarquês Jores Okore, 21 anos, da base do time, vendido ao Aston Villa por € 4,7 milhões. O goleiro Jesper Hansen, 28, titular absoluto e com mais minutos em campo na temporada passada também saiu, negociado com o Évian, da França. O atacante holandês Joshua John, artilheiro da equipe no Campeonato Dinamarquês, com 11 gols em 22 jogos, encerrou o período de empréstimo e voltou ao Twente.

A reposição, claro, não foi do mesmo nível. A equipe trouxe dois atletas do Kobenhavn, além de dois jogadores de um time da segunda divisão e até um que atuou no Sporting B. A inexperiência dos atletas, cuja média de idade é de 23,7 anos (a terceira mais baixa da elite dinamarquesa), completa os motivos da crise.

Troca de técnico

E pelo andar da carruagem, o Kobenhavn pode vir a fazer campanha pior que o rival no Grupo B da Liga dos Campeões 2013/14. A equipe vai encarar Real Madrid, Juventus e Galatasaray.

A equipe da capital também teve perdas no mercado. A principal delas foi o atacante dinamarquês Andreas Cornelius, 20 anos, artilheiro da liga nacional com 18 gols em 32 jogos, atraído pelo Cardiff City por € 8,7 milhões. Investiu o dinheiro no atacante dinamarquês Nicolai Jörgensen, que custou € 670 mil e veio do Leverkusen, enquanto o alemão Marvin Pourie custou € 1,2 milhão junto ao Silkeborg, da Dinamarca – apenas o primeiro é titular. Melberg, aposentado da seleção da Suécia e com 35 anos, pouco ajuda o time.

Com apenas cinco rodadas, o Kobenhavn demitiu o belga Ariël Jacobs, campeão nacional em 2012/13, somente por conta dos resultados, “incompatíveis com a grandeza do clube”, segundo a diretoria. A esperança está na prancheta do norueguês Stale Solbakken, que já treinou o time entre 2005-11, com cinco títulos nacionais e 60% de aproveitamento.

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