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Após assinar com 11º clube, Adu citou Churchill para dizer que sua carreira não está acabada

Em 2004, com apenas 14 anos, Freddy Adu tornou-se o jogador mais jovem a assinar um contrato profissional nos Estados Unidos. O país estava muito longe de ter a consolidação relativa que tem hoje no futebol, a MLS não atraía olhar algum, e a chegada do garoto prodígio era vista como um possível catalisador da ascensão  do futebol norte-americano. Onze anos e dez clubes depois, Adu nunca correspondeu às expectativas. Não firmou-se em lugar algum, e agora sua mais nova aventura será na Finlândia.

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O jovem nômade, que já está em seu oitavo país como profissional, tem apenas 25 anos, o que significa que, analisando a média do que é uma carreira de um jogador, está a uns três anos do que poderia ser seu auge. Aquela idade em que o físico pode estar no ápice. O ponto de encontro ideal entre conhecimento, experiência e explosão muscular. Adu parece acreditar que realmente ainda tem tempo para vingar, visto o tuíte que publicou nesta sexta-feira, após acertar com o Kuopion Palloseura.

Sim. Adu citou Churchill para dizer que não está acabado para o futebol. “O sucesso não é final, o fracasso não é fatal: é a coragem para continuar que conta”, diz a frase. Se eu não tivesse visto essa história outras inúmeras vezes, até acreditaria que seria possível uma reviravolta na trajetória do rapaz. Mas tudo o que consigo fazer é chutar qual seu próximo país. Intercalando meses de inatividade com poucos meses de contrato e participação ínfima, o americano passou, desde 2010, por Grécia, Turquia, Estados Unidos, Brasil, onde defendeu o Bahia, Sérvia e agora a Finlândia. Cada vez mais alternativo, não me surpreenderia se o próximo destino fosse a Letônia. E você, qual acha que será o próximo país em que Adu atuará?

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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